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Mortalidade infantil em Criciúma preocupa Conselho de Saúde

Criciúma está equiparada aos municípios de Itajaí, Florianópolis, Blumenau, São José e Chapecó

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

Os indicativos de alto índice da mortalidade infantil em Criciúma acionaram a luz vermelha no Conselho Municipal de Saúde. Para buscar respostas em relação a este grave problema, a entidade solicitou informações junto as instituições envolvidas no atendimento como secretarias municipal e estadual da saúde, Hospitais São José e Materno Infantil Santa Catarina.

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“O nosso papel no conselho é ter em mãos todos os dados em conjunto com os agentes envolvidos para formular políticas públicas planejando mudar esta preocupante situação”, avalia Julio Zavadil, presidente do Conselho de Saúde.

Conforme dados divulgados pela Vigilância Epidemiológica de Criciúma em 2014, foram 10,3 mortes por mil nascidos números considerados bem distantes do ideal. “Desde 2012 o índice se mantém elevado e estagnado. No entanto, deveriam estarem sendo reduzidos a cada ano”, pontua a secretária de saúde da Vigilância Epidemiológica, Maria Rocha.

Ela explica que Criciúma está equiparada aos municípios de Itajaí, Florianópolis, Blumenau, São José e Chapecó, perdendo para Joinville que se destaca como referência positiva com seis óbitos por mil nascidos.

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Entre os fatores de morte, o diagnóstico da vigilância apontam a ausência de esclarecimentos da mulher gestante e do casal levando a uma gravidez indesejada; falta de acesso aos programas de planejamento familiar, quando além da consulta, existem outras dúvidas e complicações ficando sem repostas imediatas; a pouca estrutura de recursos para exames em quantidade e qualidade e para os tratamentos e medicamentos como o ácido fólico na prevenção para a má formação cerebral e morte; ambulatórios qualificados para a gravidez mais complicada e, falta de referência nos hospitais para a gravidez de risco.

O debate com a apresentação dos dados começaram ser apresentados por todos os agentes envolvidos em reunião ampliada do conselho realizada na última segunda-feira, dia 19 de outubro e, deve continuar dia 07 de dezembro. “Temos certeza que cerca 98% dos óbitos poderiam ser evitados por isso vamos cobrar o compromisso de todos com ações concretas a serem cumpridas no próximo ano”, destacou Júlio.

(Colaboração / Texto: Maristela Benedet/ Assesoria de Imprensa)

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