Mortandade de
Mortandade de peixes e forte odor na Segunda Linha
Por Redação Engeplus
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Os moradores da Segunda Linha/Sangão em Criciúma têm enfrentado um problema de odor nos últimos dois meses. O riacho que corta a comunidade, conhecido como rio Sedrinho, está contaminado por um líquido que deixou as águas escuras e causou a morte dos peixes (Cará, Traíra e Jundiá). Na tarde de ontem e na manhã desta sexta-feira, a equipe do Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas (Ipat), a pedido da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Famcri), fez a coleta de amostras para análise.
A previsão é que no período da tarde seja divulgado o resultado das amostras. Conforme o fiscal da Famcri, Valmir Gomes, a suspeita é que alguma empresa tenha liberado produtos químicos no riacho. Hoje, o superintendente da Quarta Linha, Sírio Cirimbelli, iniciará os trabalhos de limpeza no córrego. “A vegetação será tirada para ajudar a escoar o material e na próxima semana deverá ser rebaixado o dreno”, informou o fiscal.
O agricultor Ademar Casagrande possui um terreno por onde passa o córrego. Ele lembra que observou que água estava escura há duas semanas. “A minha plantação de milho não fica prejudicada, mas os gados que bebem aquele líquido podem adoecer”, ressaltou. Segundo o agricultor, os moradores que informaram a Fundação sobre o problema. “Eu quero fazer um açude, mas no fim até desanimei. Nós ficamos preocupados com o meio ambiente. Muitos peixes morreram e as pessoas costumavam pescar aqui”, observou.
Há dois meses o morador da rua João Cirimbelli, Renato Ronchi, começou a sentir o mau cheiro. “Lá de casa não dá para aguentar. O rio passa bem na frente e a situação está insuportável”, relatou.



