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Motoristas e cobradores pedem aumento salarial e podem entrar em greve

Profissionais reivindicam aumento real de 15%, porém, as propostas não atingiram o percentual pleiteado

Por Redação Engeplus

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Foto: Lucas Sabino/Arquivo

Motoristas e cobradores do transporte coletivo urbano de Criciúma estão mobilizados em prol do reajuste salarial da categoria. Três empresas prestam este serviço na maior cidade do Sul do Estado, são elas: Expresso Coletivo Forquilhinha, Critur e ZTL. Os profissionais pedem um aumento real de 15%, porém, as propostas da empresa responsável pelas negociações não atingiram o percentual reivindicado.
Na primeira reunião, foi proposto um reajuste de 7,3%. Já a segunda proposta foi de 8,3% e também foi rejeitada pela categoria. Segundo um dos integrantes de uma comissão formada pelos motoristas, Celeir Formentin Cândido, além do reajuste é reivindicado vale-alimentação de R$ 300, participação dos lucros e resultados da empresa e o fim do acordo coletivo, que prevê três horas de intervalo e o fim do banco de horas quinzenal.

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Esse acordo foi assinado em 2013 e, segundo Cândido, não beneficia o trabalhador. “Foi assinado o documento no ano passado entre quatro paredes. Os trabalhadores não fazem parte do sindicato e não foram avisados da reunião, assim como a reunião deste ano que os trabalhadores não foram informados. Por isso formamos uma comissão de quatro motoristas para participarmos das reuniões entre o sindicato e a empresa”, frisa. Atualmente, o salário-base dos motoristas é de R$ 1.279 e dos cobradores de R$ 765. Com o aumento pleiteado, os profissionais passariam a ganhar R$ 1.568 e R$ 1.050, respectivamente.

Conforme o advogado do Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas e Passageiros de Criciúma, Eduberto Bergmann, o sindicato apoia os trabalhadores e também optará pela greve, caso seja decidido pela categoria. “A diretoria é formada por trabalhadores, como motoristas. Uma possível paralisação será apoiada, sim, pelo sindicato”, afirma.

Nesta quarta-feira, haverá uma reunião entre o sindicato, as empresas e os integrantes da comissão. Cândido adianta que se não houver acordo haverá greve. “Vamos fechar as garagens das empresas e os terminais de ônibus”, avisa. De acordo com Bergmann, como não há espaço para fazer a reunião no sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas e Passageiros, o encontro deverá ocorrer nas dependências do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas de Criciúma e Região.

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Segundo a assessoria de imprensa da Expresso Coletivo Forquilhinha, que possui o maior número de linhas do transporte coletivo urbano da cidade e lidera as negociações, a empresa não irá se pronunciar sobre o assunto no momento, porém, está empenhada em continuar com as negociações.

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