Reclamação
Motoristas ignoram placas restritivas e trafegam com excesso de peso
Moradores do bairro Mina do Mato estão incomodados com infração
Por Redação Engeplus
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Moradores da rua Clarinda Millioli de Lucca, do bairro Mina do Mato, em Criciúma, estão incomodados com o tráfego de caminhões pesados no local, onde há placas restritivas para caminhões de carga. Conforme a comunidade, desde o dia 1º de março caminhões com mais de seis toneladas passam pela estrada. O problema não é novidade. Em 2011, quando os alguns veículos começaram a transitar pela via, os moradores já protocolaram na Autarquia de Segurança, Trânsito e Transporte de Criciúma (ASTC) uma reclamação, pois o asfalto da rua não suportava tanto peso. Por conta disso, já apresenta rachaduras e buracos, e as casas também passaram a ser danificadas.
Após um estudo no local, a ASTC colocou nas duas entradas da rua placas de sinalização que proíbem o tráfego de veículos acima de seis toneladas. A medida teve resultados positivos até este ano, porque nos últimos dias os caminhões retornaram a transitar no local. Conforme o morador Sérgio Ferreira, os veículos retomaram o tráfego de forma "tímida" no início deste mês, e depois passaram a transitar com maior frequência, inclusive aos domingos. “Em um dia teve caminhões passandoa cada 20 minutos. Além da deterioração da camada asfáltica, que racha e depois vira buraco e causa ondulações, deformações na pista, nossas casas também sofrem com o impacto do peso. Tive que trocar o telhado da minha casa por conta do tremosr provocado pelo impacto do excessod e peso no chão e muitos canos subterrâneos de casas vizinhas foram danificados pela mesma ação. Tivemos registro de canos que descolaram e quebraram”, frisa Ferreira.
O mesmo acontece com a moradora Vânia Luiza Acordi. Ela tem três propiedades que aluna naquela rua e acaba de construir uma outra casa. "Nosso asfalto não era assim. Ele era um "tapete", em boa condição, mas com a passagem destes caminhões pesados estamos com muitas rachaduras e buracos. Minha casa é nova e já estou com receio que ela fique com rachaduras por causa do impacto dos caminhões”, salienta. Ferreira protocolou na ASTC um pedido de vistoria no local para identificar os caminhões, que, de acordo com os moradores, passam pelo local para irem a uma empresa instalada nas proximidades da via.
Conforme o gerente de trânsito da ASTC, Thiago Fagundes, passar com peso acima do permitido em vias é considerado infração média. O motorista perde quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e recebe multa R$ 85,20. “Se o motorista estiver trafegando com o automóvel sem lona, derramando detrito sobre a via, a infração é considerada grave, o responsável perde cinco pontos na habilitação e é multado em R$ 127”, explica.
Em flagrantes como estes, segundo a engenheira civil da ASTC, Caroline Zanette, a população deve entrar em contato pela ouvidoria do município no 156, no 153 contato da Guarda Municipal, pelo telefone da autarquia 3462-3800 ou ainda pelo e-mail: atendimento@astc.sc.gov.br. No flagrante de tráfego incorreto de caminhões em vias, a população deve fazer um protocolo através dos contatos acima. “Uma equipe de engenheiros da ASTC vai até o local fazer uma análise, caso seja preciso, serão colocadas placas de sinalização, porém, tem ruas que são rotas, ou seja, não tem por onde os caminhões trafegarem”, destaca.
A ASTC já esteve na rua por dois dias para fiscalizar e verificar a situação. A comunidade ainda aguarda a instalação de mais placas restritivas, conforme pedido protocolado na ASTC este ano.



