Ônibus
Motoristas paralisam e ameaçam novos protestos
Por falta de segurança, categoria se mobiliza em Criciúma. Eles pedem escolta para 12 linhas à noite
Por Redação Engeplus
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O motorista que conduzia o ônibus atacado na noite de quarta-feira no Loteamento Vida Nova, em Criciúma, está licenciado. “Ele só treme. Está assustado e nervoso, sem condições de trabalhar”, conta o presidente do Sindicato dos Motoristas, Clésio Fernandes, o Buba.
“Nessas situações, só falam do ônibus queimado. Mas e o motorista? E a integridade dele? E a saúde física e mental dele?”, indaga o sindicalista. Com base nessa necessidade, da garantia da segurança dos profissionais do volante no transporte coletivo, a categoria realizou um protesto hoje, que tende a se ampliar. Os ônibus foram paralisados por 40 minutos, a partir das 14 horas.
A categoria planeja mais atos. Ainda nesta sexta, às 20 horas, haverá uma concentração no Terminal Central e, caso a Polícia Militar não garanta escolta para as 12 linhas consideradas mais críticas – 5 da Grande Próspera e 7 da Grande Pinheirinho –, os ônibus serão recolhidos à garagem.
E o protesto tende a se avolumar se não houver solução até segunda-feira. “Se o quadro não for revertido, com garantia de escolta e segurança nas linhas problemáticas, vamos parar todo o transporte na segunda, a partir das 10 horas, nos três terminais”, explica Buba. “Se tiver que parar, vamos parar. Se tem efetivo para dar segurança na praia, tem que ter efetivo para o trabalhador aqui”, conclui o sindicalista.
As empresas decidiram, desde ontem, paralisar as linhas a partir das 22 horas por questão de segurança. Empresários, ASTC e PM voltam a se reunir nesta sexta-feira para tratar do tema.



