Paralisação
Motoristas paralisam passagem de ônibus por uma hora
Ato foi realizado no Terminal Central de Criciúma por sindicalistas do Vale do Araranguá em apoio aos trabalhadores de Criciúma
Por Redação Engeplus
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Atualização de matéria às 19h35min / A entrada e a saída de ônibus no Terminal Central de Criciúma foi totalmente paralisada por aproximadamente uma hora por volta das 17h30min desta quarta-feira. A mobilização foi organizada por representantes da classe dos motoristas da região do Vale do Araranguá para reivindicar a recontratação de trabalhadores das empresas Critur e Expresso Forquilhinha, que estariam sendo demitidos por terem participado da última greve dos motoristas, realizada no mês de junho.
Sindicalistas de cidades vizinhas assumiram o comando da manifestação para evitar perseguição aos trabalhadores de Criciúma. “Nós estamos aqui em solidariedade aos nossos colegas que são prejudicados por terem lutado pelos seus direitos. Parte dos 30 trabalhadores que foram demitidos eram integrantes da chapa que concorreria as eleições que decidiria o novo comando do Sindicato”, destaca um dos lideres do protesto, Erivaldo da Cunha Cardoso.
Conforme os participantes do movimento, as demissões começaram a ocorrer após o término do período de estabilidade previsto aos grevistas. “Aqueles que participaram da greve de junho, estão sendo demitidos. A CUT é contra isso e por isso estamos aqui dando força para o ato”, destaca a coordenadora regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Maria Barbara Teixeira Rigetto. Entre os usuários do transporte coletivo o sentimento era de descontentamento pela suspensão temporária dos serviços.
“Eles deveriam ter responsabilidade. Depois que passamos pela catraca o nosso dinheiro não é devolvido, se eu soubesse desse protesto não teria entrado no terminal e a essa hora já estaria em casa”, reclama a dona de cada, Iraci Teixeira Rodrigues, de 64 anos. Apesar das filas de passageiros que se formaram e a demora para poder retornar para casa parte dos usuários do transporte coletivo se solidarizaram com o movimento. “Acho que foi mal feito, pois poderia ser em outro horário, ao meio-dia, por exemplo, quando as pessoas não estão cansadas e querendo ir embora, mas mesmo assim não deixa de ser um movimento legítimo, um direito deles”, apoia a cozinheira Roseli Rabelo.
Além da CUT, o presidente do Sindicato dos Bancários, Edgar Generoso, e o presidente do Sindicato da Alimentação, Célio Elias, também estiveram presente no ato. Duarnte a manifestação, o pneu de um ônibus alimentador (branco) foi furado em um dos acessos do terminal e impediu a passagem de outros veículos.



