Movimento LGBT de Criciúma volta a se articular
Líderes da entidade participaram de um encontro promovido pelo Siserp
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Iniciado no princípio desta década, o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) da região carbonífera está se articulando para retomar o seu processo de organização. Com isso, a entidade pretende realizar conferências municipais, regionais, estaduais, e futuramente integrar 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Direitos Humanos de LGBT´s.
O primeiro passo para a retomada do movimento foi dado na noite desta segunda-feira, dia 29, quando foi realizado um seminário promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e região (Siserp/CCR), em alusão ao “Dia Internacional do Orgulho LGTB”.
“Não é mais possível fazer de conta que estas pessoas não existem, que não tem trabalhadores em nossa ou qualquer outra categoria, que integre este mundo e que tem direitos que precisam ser respeitados”, ressalta a presidente do Siserp, Maria Bárbara Teixeira Righetto.
Participaram do encontro cerca de 40 pessoas. Entre elas, estava a psicóloga Rita de Cássia Guimarães, servidora municipal em Balneário Rincão, militante do segmento e fundadora do Movimento Catarinense LGBT e, ex-servidora de Criciúma, onde contribuiu para que fosse criada a ONG Deusas da Noite.
Integrante do grupo que organiza a conferência estadual, Rita informa que o evento catarinense deve ocorrer em novembro e os municípios e regiões devem, antes, promover suas conferências.
No entanto, o movimento vem encontrando barreiras para a participação nestas conferências do poder público. “Portas não têm sido abertas à diversidade, existe muita politicagem. Foi por este tipo de comportamento, que não é recente, que a ONG Deusas da Noite, fundada em 2003, praticamente, se extinguiu. Nós lutamos pela criminalização da homofobia. Existem alguns casos registrados na nossa região em que os criminosos já estão soltos. Quem garante que os assassinatos que aconteceram recentemente não foram cometidos pelos mesmos criminosos?”, destaca Jenifer Alamini, primeira presidente da ONG Deusas da Noite.
Com informações do Siserp/CCR



