Movimentos pedem
Movimentos pedem suspensão do processo contra ex-presidente do DCE
Por Redação Engeplus
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O reajuste nas mensalidades para o próximo ano na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) em 8,95% gerou diversos conflitos dentro da instituição. Na manhã desta sexta-feira, movimentos estudantis e representantes de mais de dez sindicatos da região estiveram reunidos com o reitor Gildo Volpato para pedir a suspensão do processo administrativo contra o ex-presidente do Diretório central dos Estudantes (DCE), Pedro Victor da Silva Prudêncio. O processo pede a expulsão do aluno e o cancelamento da formatura em Direito, agendada para o dia 11 de fevereiro de 2012.
Após ouvir diversas manifestações de protesto por parte dos sindicalistas, o reitor expôs a versão da universidade e assegurou que convocará os 40 coordenadores que participam do conselho para defender a suspensão do processo na segunda-feira. “Fiquei sensibilizado com a manifestação de vocês. Achei bonita esta união para defender o aluno e não posso esquecer a minha origem. Eu não queria passar por isso, mas algumas coisas fugiram do contexto. Além de formar profissionais a Unesc também forma pessoas humanas”, salientou.
O objeto em questão que gerou o processo contra o aluno foi uma charge divulgada pelo DCE na universidade e nas mídias sociais na época em que ele era presidente. A crítica mostra um homem apontando uma arma para os alunos com uma mala de dinheiro na outra mão. O que a universidade alega é que a figura caracteriza um funcionário da instituição. “Quando surgiu esse panfleto a reitoria foi cobrada para que tomasse providências. O problema não é a manifestação, mas sim a maneira que é feita e fugiu um pouco do limite”, assegurou o reitor.
Defesa – O estudante também esteve presente na reunião promovida em uma das salas da Unesc. Segundo ele, na quarta-feira recebeu a notificação do processo administrativo. “É uma situação difícil. Passei por todas as fases, terminei a graduação, militei do primeiro ao último dia e agora sou proibido de me formar. Estava tudo pago e agora a minha mãe está em casa ligando para todo mundo cancelando”, lamentou.
A secretária do Sindicato Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp) e de comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Santa Catarina, Jucélia Vargas Vieira, falou que a charge não chama ninguém de ladrão. Apenas expõe que a mensalidade está cara. “Esses 40 professores precisam aprender a lidar com a juventude. Precisam ir para a rua e conhecer a linguagem dos alunos. Essa notificação caiu por terra todo conceito que eu tinha da universidade”, afirmou arrancando aplausos dos participantes.
A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da região (Sinte), Cíntia dos Santos, completou que a educação é um direito de todos. “É inadmissível que um aluno em pleno século 21 seja notificado por enfrentar a reitoria. Em minha opinião eles fizeram pouco e a universidade que engrandeceu a situação”, relatou.
Também manifestaram suas opiniões representantes dos sindicatos dos Bancários, Ceramistas, Saúde, Comerciários, Químicos, Alimentação, Mineiros, Vigilantes e dos Centros Acadêmicos da Unesc, Grêmio Estudantil do Cedup, representante do MST e CSP Conlutas. O vereador Ivan Roberto Westphal (PT), o Camisa, também trabalhou na defesa e pressionou a reitoria para que informasse sua opinião e o que apresentariam ao conselho.
Nas mídias sociais o aluno recebeu apoio de diversas formas, com comentários e notas de repúdio contra a decisão da Universidade. Volpato, no final do encontro, pediu para o grupo que se era para lutar que seja para que a Unesc seja pública. “Se isso não acontecer, no próximo ano vamos brigar novamente por conta do reajuste”, avaliou. Ficou acordado que a Universidade irá formar um Fórum com os sindicalistas para discutir sobre a instituição. O primeiro encontro será em fevereiro.
Nota oficial da Unesc



