Justiça

MPSC apresenta denúncia contra acusados de matar duas mulheres e jogar os corpos no Rio Araranguá

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Vitimas teriam sido mortas por motivo torpe e foram jogadas dentro do rio

Por Rafaela Custódio01 de fevereiro de 2023 4 min de leitura
Divulgação/CBM

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Araranguá, apresentou na última segunda-feira, dia 30, denúncia contra dois homens pelos crimes de sequestro qualificado, homicídio qualificado, ocultação de cadáver e coação no curso do processo. Ambos são acusados de serem os executores dos homicídios de duas mulheres ocorrido no início de janeiro.

A denúncia foi recebida pela Justiça e agora os denunciados são réus na ação penal, na qual terão amplo direito à defesa e ao contraditório.

Como os crimes teriam sido praticados

Conforme a denúncia apresentada pelo Promotor de Justiça Gabriel Ricardo Zanon Meyer, no dia 2 de janeiro de 2023, por volta das 23 horas, os denunciados teriam ido até a casa das vítimas no bairro Coloninha, em Araranguá, e desligado o disjuntor da rede de energia, atraindo-as para fora da residência. Neste momento os homens teriam as abordado, entrando no imóvel e privando as vítimas de sua liberdade. Na sequência, ambas foram amarradas, amordaçadas e depois levadas até um local ermo às margens do Rio Araranguá, onde os crimes de homicídio foram praticados.

Segundo a acusação, as vítimas foram mortas por esgorjamento, tendo ambas sofrido cortes profundos na região do pescoço. A perícia apontou também que uma delas foi jogada ainda com vida no rio, tendo o afogamento contribuído para a morte.

A motivação dos crimes, segundo o Promotor de Justiça, teria sido diferente para cada uma das vítimas. Uma das mulheres, que era ex-companheira de um dos acusados, foi morta por vingança, pelo fato de o réu ter ficado insatisfeito ao descobrir que não era o pai biológico da filha dela, bem como por não aceitar o término do relacionamento que tivera com ela. Já a outra vítima teria sido morta para assegurar que ela não contaria às autoridades sobre a morte da amiga.

Os homicídios foram ainda cometidos por meio cruel e com recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, já que, segundo a denúncia, os réus teriam agido com brutalidade fora do comum e sem que as vítimas pudessem reagir, tendo ambas sofrido os ferimentos enquanto estavam amarradas e amordaçadas, sendo posteriormente atiradas no leito do rio.

Os denunciados ainda responderão pela qualificadora de feminicídio, já que um deles manteve relacionamento amoroso com uma das vítimas, e o crime ocorreu por razões da condição do sexo feminino. Ainda, no dia 5 de janeiro de 2023, data em que os corpos foram encontrados, esse mesmo réu é acusado de ter feito graves ameaças a uma testemunha que o apontou como possível autor dos crimes. O réu teria dito por meio de mensagens que iria encontrar a testemunha, matá-la e "entregar sua cabeça numa bandeja", e que iria "pipocar" a casa dela, levando o denunciado a responder também pelo crime de coação no curso do processo.

Crimes denunciados

O primeiro denunciado, que teve um relacionamento amoroso com uma das vítimas, responderá pelos crimes de sequestro qualificado, por duas vezes; homicídio qualificado; coação no curso do processo e ocultação de cadáver. Já o segundo réu também responderá por sequestro qualificado, por duas vezes; homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os dois acusados estão presos preventivamente.

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