Justiça

MPSC denuncia mulher por extorsão e falsa identidade contra homem em Forquilhinha

Sul do estado

Com graves ameaças, acusada extorquiu mais de R$ 100 mil da vítima entre 2024 e 2026

Por Patrick Stüpp19 de março de 2026 2 min de leitura
Rafaela Custódio/Portal Engeplus/Ilustrativa

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ofereceu denúncia contra uma mulher de 33 anos, atualmente recolhida no Presídio Feminino de Criciúma, pelos crimes de extorsão e falsa identidade, praticados contra um homem, com quem teve contato após uma negociação comercial em Forquilhinha, no Sul do estado. De acordo com a denúncia, os crimes teriam tido início entre os dias 7 e 18 de novembro de 2024, quando a acusada passou a enviar mensagens à vítima exigindo dinheiro mediante graves ameaças.

Para obter vantagem financeira, ela afirmava que o homem ‘pagaria caro’, que ela destruiria o casamento dele e que divulgaria informações para familiares e clientes, incluindo acusações de assédio e a exposição de supostas imagens íntimas. Ainda conforme apurado, a denunciada encaminhava à vítima capturas de tela de perfis falsos em redes sociais alegando que os utilizaria para concretizar as ameaças caso os valores não fossem pagos. Diante da pressão, a vítima fez seis transferências via Pix ao longo de 2024, totalizando R$ 31.830.

As investigações apontam que, entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, a mulher voltou a ameaçar o homem, exigindo novas quantias sob o mesmo tipo de coação. Nesse período, além das ameaças anteriores, fingia ser outras pessoas, familiares da própria denunciada, e voltou a enviar mensagens com histórias falsas, como doenças graves e necessidade urgente de recursos para tratamentos médicos, além de afirmar que faria denúncias por assédio e divulgaria conteúdos prejudiciais à reputação do homem.

Temendo as consequências, a vítima fez novos pagamentos, inclusive por meio de terceiros, que somaram R$ 71.800. Segundo o MPSC, no mesmo período, a denunciada utilizou falsa identidade ao se apresentar como pai e irmãos da vítima, com o objetivo de burlar medidas cautelares que a proibiam de manter qualquer tipo de contato com o homem. A conduta, além de violar determinação judicial, foi essencial para a continuidade dos crimes e para a obtenção de vantagem ilícita.

Colaboração: Comunicação MPSC

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