História
Mudanças no Arquivo Histórico Municipal gera descontentamentos
Comissão emitiu nota para que documentos retornem ao local adequado imediatamente
Por Redação Engeplus
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Os documentos que fazem parte do acervo do Arquivo Histórico Municipal Pedro Milanez, localizado em uma sala térreo na atual sede da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), foram todos colocados na sobreloja do imóvel, em uma sala pequena. A mudança causou descontentamento de alguns pesquisadores e historiadores, e na tarde de hoje, a Comissão Especial do arquivo histórico emitiu uma nota oficial solicitando que a FCC reocupe o referido local imediatamente.
Conforme a historiadora e membro da comissão, Michele Gonçalves Cardoso, para transferir o arquivo, que estava na Casa de Cultura Neusa Nunes Vieira, foi criado um Fórum, onde foram realizadas reuniões, estudos e levantamentos para avaliar se as salas suportariam todos os documentos.
Na nota a comissão coloca que "por decisão unilateral do atual presidente da Fundação Cultural de Criciúma, o Sr. Júlio Lopes, recentemente o Arquivo Histórico Municipal Pedro Milanez foi desalojado, estando seu acervo e funcionários atualmente amontoados na sobreloja e indisponível para pesquisas"[...]"enfatizamos que somos veementemente contra esta ação do Sr. Júlio Lopes, que contraria a deliberação de uma comissão de legitimada competência técnica e democraticamente eleita pelo Fórum de Patrimônio, por sua vez amparado pela Lei 5.689/2010".
Mudança e realocação do arquivo deslizante
A reportagem do Portal Engeplus foi até o local, e encontrou a sala térreo do arquivo vazia, com todos os documentos na sobreloja, assim descrito pela Comissão. No entanto, segundo a diretora de Cultura da FCC, Solange Scotti, e diretora do Arquivo Histórico, Cláudia Fraga, o local ficou fechado por uma semana, e as fotos e livros foram levados para cima - na sobreloja, para que alguns reparos fossem feito, como a troca do forro de madeira por PVC, pintura nas paredes, e limpeza adequada para receber o arquivo deslizante, que está na Casa de Cultura Neusa Nunes Vieira. Também solicitado com urgência pela comissão na nota oficial.
Apesar de apertado, o local possui duas mesas para pesquisas, e segundo as profissionais, está aberto para receber os pesquisadores. "Nosso público que mais faz pesquisas são estudantes de história da Unesc. Mas, como a universidade está de recesso nós aproveitamos o período para fazer essa mudança. Acreditamos que até semana que vem já estará tudo em ordem novamente", explica Cláudia.



