Justiça

Mulher e amante serão julgados por homicídio de marido da ré ocorrido no bairro Verdinho

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Crime aconteceu em junho de 2019 quando vítima flagrou acusados em sua residência

Por Lucas Renan Domingos20 de abril de 2020 2 min de leitura
Divulgação

O juiz Fabiano Antunes da Silva, da 1ª Vara Criminal da comarca de Criciúma, determinou que um homem, de 29 anos, e uma mulher, de 52 anos, sejam levados ao julgamento do Tribunal do Júri. A dupla é acusada de matar José Carlos de Andrade, de 54 anos, no dia 15 de junho de 2019, no bairro Verdinho, em Criciúma. A vítima foi morta depois de flagrar a esposa e seu amante, os réus do processo, tendo uma relação em sua residência.

Conforme apontaram as investigações coordenadas pelo delegado André Milanese, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma, Andrade foi atingido com golpes de faca e foice. No dia do crime, a vítima havia chegado de viagem de trabalho e foi até a sua casa, onde flagrou sua esposa com o amante.

Os homens entraram em luta corporal e o acusado pegou uma faca, atingindo a vítima na barriga e pelas costas. Quando Andrade já estava no chão, foi golpeado também na cabeça com uma foice. O agressor ainda jogou um martelo e uma pedra em cima da vítima.

Após o crime, a mulher usou o carro do casal para levar o amante até o bairro Quarta Linha, onde ele morava. Na sequência a ré foi até a casa do seu filho pedir ajuda, dizendo que um assaltante havia invadido a residência e que Andrade estaria lá dentro, onde foi encontrado morto pela Polícia Militar (PM) minutos depois da briga.

No primeiro depoimento para a polícia ela sustentou que havia ocorrido um latrocínio. Mas a versão foi desmentida pelas investigações. O amante foi encontrado no dia seguinte na casa onde morava e confessou ter matado Andrade. O acusado disse que havia agido em legítima defesa, já que também foi golpeado com uma barra de ferro. Na época a mulher também confessou ter inventado a sua versão por temer represália da família por conta da traição, confirmado que havia sido o amante que cometeu o homicídio.

Os dois serão julgados pelo crime premeditado de homicídio qualificado por motivo torpe com emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Eles estão presos preventivamente e tiveram a possibilidade de recorrer em liberdade negada.

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