Por Redação Engeplus
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Especial - Felipe Rodrigues
Por muito tempo, nos filmes de super-heróis mulheres eram mostradas em segundo plano na trama. São vários casos ao longo dos anos. Com o número de super-heroínas que temos nos quadrinhos, seria tão difícil trazer uma pras telonas assim?
O filme Mulher-Maravilha foi o primeiro longa a trazer uma grande heroína dos quadrinhos como protagonista. Uma tarefa muito difícil dada à diretora Patty Jenkins, que dirigiu sabiamente e conseguiu contar a origem da personagem - muito bem por sinal. A atuação de Gal Gadot está simplesmente espetacular, em cenas de ação ela é extremamente centrada e em cenas de diálogos mais introvertidos ela é inocente e engraçada. Isso mostra tanto a seriedade da personagem, como seu bom humor também.

O filme conta a origem de Diana Prince, filha de Hipólita e princesa das amazonas, guerreiras com um propósito sagrado na terra, que viviam isoladas do mundo na ilha paraíso, até que um espião fugitivo acaba caindo em sua ilha. O exército alemão acaba matando uma das colegas da protagonista, o que a leva a sair da ilha para deter Ares e acabar com a guerra.
Trama nada complexa, devemos admitir, mas então o que torna o filme tão bom? Simples: a jornada e a evolução da personagem, não só como heroína mas como pessoa também. O choque cultural é bastante retratado a partir do momento em que ela sai da ilha. Afinal de contas, temos uma amazona andando nas ruas movimentadas de Londres. A inocência da personagem é muito bem trabalhada, sem falar nos momentos que a personagem cresce.
Outro ponto muito forte do filme é sua leve critica e repreensão ao machismo que as mulheres sofreram na época, e que de certa forma ainda sofrem ainda hoje. Uma prova disso é o fato de termos que esperar de 2004 até 2017 para termos um filme de super-heroína.

Um filme de verdade, sem dramatização ou romance exagerado, nada que descaracterize a personagem de sua mídia original, como ocorreu com outra heroína antes nas telonas.
Não se mostra um filme de pancadaria e nem só de diálogos. Foi estabelecido um equilíbrio entre os dois, os diálogos são muito bem trabalhados, mostrando não só as lutas de Diana mas de outros soldados que sofrem traumas da Grande Guerra. Em certos momentos, o filme alterna para um tom mais engraçado, porém muda abruptamente, mostrando a personagem em meio à guerra com uma excelente trilha sonora. Temos cenas de luta muito bem feitas, sem parecerem exageradas demais nem muito normais.

O filme mostra que as mulheres também merecem um lugar entre heróis, tanto que desde no início dos quadrinhos temos a famosa trindade Superman, Batman e Mulher-Maravilha, agora representada nas telonas, cumprindo o sonho de tantos fãs da editora.



































