Ganeses
Mulheres de Gana começam a chegar em Criciúma
Chegada de homens diminuiu, no entanto, secretaria de Assistência Social acredita que mais mulheres cheguem na região
Por Redação Engeplus
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Na noite dessa segunda-feira, a Secretaria de Assistência Social de Criciúma foi informada que sete mulheres imigrantes de Gana chegaram em Criciúma. “Elas pegaram um táxi na rodoviária e foram para uma residência. Nós conseguimos o endereço, mas elas não quiseram falar com as nossas agentes sociais”, relata a secretária do Sistema Social, Solange Barp.
Conforme Solange, a expectativa é de que a demanda de imigrantes mulheres e crianças de Gana aumente, tendo em vista o grande número de homens ganeses que já vivem na região. “É um número que, com certeza, vai aumentar”, acredita. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de Criciúma, a procura de ganeses em busca da emissão da Carteira de Trabalho diminuiu consideravelmente. “A partir dessa segunda quinzena de julho houve uma diminuição, não passaram de dez carteiras por dia”, contabiliza o chefe do setor de emissão de carteiras, Glaisson Biava Velho.
Estima-se que mais de 500 ganeses estão vivendo na região. No mês de junho e na primeira quinzena de julho foram emitidas, em média, 300 carteiras por semana. Em 2013, o número de carteiras emitidas para estrangeiros chegou a 226. Em 2014, só nos primeiros sete meses, o número passa do dobro do total do ano anterior, 670 carteiras já foram emitidas até o momento.
A maior demanda em 2013 era de imigrantes haitianos, mas, neste ano, a procura é por estrangeiros imigrantes de Gana. O processo para a emissão do documento, segundo a equipe do MTE de Criciúma, tem sido rápida e sem transtornos. A maior dificuldade é em relação ao idioma. “Eles não falam português, alguns falam francês e outros não. O inglês são poucos os que falam”, esclarece Biava.
A procura por ajuda e orientação na secretaria de Assintência Social de Criciúma também registrou queda. “Baixou a demanda. Antes, vinham até 20 por dia, hoje é dois ou três”, afirma Solange.



