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Mulheres unidas

Mulheres unidas contra o preconceito e a violência sexual

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Vanessa Amando

Realizada de forma simultânea em várias cidades brasileiras, a Marcha das Vadias também aconteceu em Criciúma. A manifestação pacífica ocorreu na manhã deste sábado no Centro da cidade, na Praça Nereu Ramos.

Com faixas e microfone em mãos, mulheres de todas as idades e até homens participaram do ato em prol da valorização da mulher. O evento teve grande repercussão nas mídias sociais, onde as pessoas demonstraram apoio à causa. Uma dessas pessoas é a empresária Edilce Paiva, de 62 anos, que ficou sabendo da marcha através da internet e fez questão de participar. "Eu me casei há 42 anos e, naquela época, o preconceito contra as mulheres era bem forte. Hoje, estamos em 2012, mas ele ainda existe. Eu, por exemplo, sou separada, moro sozinha e sinto na pele o que é ser julgada pelo modo de se vestir, andar, com quem anda", conta Edilce.

Iniciada em 2011 no Canadá, depois que um policial afirmou que as mulheres não devem se vestir de forma vulgar, a fim de evitar tentativas de abuso sexual, a Marcha das Vadias explora o direito de igualdade entre os sexos feminino e masculino, assim como o fim do preconceito, como explica Beatriz Búrigo, integrante do Coletivo Murro, grupo responsável pela organização do evento. "A manifestação tem esse nome para chamar a atenção da sociedade, que deve debater temas como estes. A liberdade é um direito das mulheres, de todas as pessoas, e é isso que a marcha está promovendo", explica Beatriz.

O Coletivo Murro é um grupo formado por pessoas comuns que buscam e promovem a cultura de forma geral. As ações do grupo e o que ele apoia podem ser conferidas na página do Coletivo Murro na internet.

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