Falta estrutura
Mulheres vítimas de violência estão sem abrigo
Casa foi fechada em meados de 2016 por falta de funcionários

Um grave problema envolvendo a estrutura de segurança e proteção às mulheres ganhou enfoque nesta sexta-feira em Criciúma: o fechamento do Abrigo da Mulher, que funcionava em uma casa cedida pelo município no bairro Santa Bárbara.
A questão do abrigo veio à tona por conta da requisição do espaço pela Prefeitura para instalar o Lar Rosa, novo ponto para acolhida de crianças e adolescentes hoje atendidos na Nossa Casa, cujo convênio está sendo desfeito. Em reunião com o secretário de Assistência Social, Paulo César Bitencourt, integrantes do Conselho Municipal da Mulher explicaram a função da casa.
“O Abrigo da Mulher é uma necessidade, inclusive, exigida por lei”, referiu a presidente da subcomissão da Mulher Advogada da OAB e integrante do conselho, Rosana Guimarães Corrêa. Por conta disso, a Prefeitura precisou encontrar outra sede para o Lar Rosa.
Daí, o novo impasse. Ocorre que o Abrigo da Mulher está fechado desde meados de 2016, resultado da transferência de funcionários exigida pela Justiça e executada pela Prefeitura. “Há uma mulher que precisa de apoio e está abrigada na Casa de Passagem pelo fechamento do abrigo”, relata Rosana. O secretário Bitencourt indagou as conselheiras sobre a falta de uma denúncia anterior, para levantar o problema. “Elas alegam que sempre há demanda, mas as mulheres não seriam mais encaminhadas por falta de equipe de trabalho. Para nós, parecia que não havia demanda”, argumentou.
Bitencourt comprometeu-se em encontrar uma solução para o Abrigo da Mulher, que por força das movimentações desta sexta acabou passando por limpeza e melhorias.



