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Criciúma

Mutirão da Solidariedade: há 17 anos fazendo o bem

Grupo ajuda quem precisa com roupas, comida e até enxovais de bebê

Por Redação Engeplus

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Foto: Amanda Ludwig

São 17 anos dedicando seus tempos para ajudar ao próximo. As mulheres que fazem parte do Mutirão da Solidariedade – grupo subordinado à Caritas do Brasil – se reúnem semanalmente nos fundos da Paróquia Nossa Senhora da Salete, no bairro Próspera, em Criciúma. No local, elas passam as tardes costurando edredons, roupas, travesseiros e até mesmo enxovais de bebê que são doados a quem precisa.

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Às terças-feiras, o grupo recebe tanto aqueles que decidem fazer uma doação quanto os que vão recebê-las. Além disso, uma espécie de bazar fica montado na sala com roupas para vendas a preços simbólicos. É possível encontrar por lá peças que custam de R$ 2 a R$ 5.

Uma das voluntárias, Arvelina Sorato Eduardo, conta que com o dinheiro da venda elas montam as cerca de 75 cestas básicas que são doadas todos os meses. “Mas ainda não tem sido o suficiente. Precisamos cada vez mais de doações para que seja possível atender àqueles que precisam do alimento.”

No dia em que o Portal Engeplus visitou o Mutirão da Solidariedade, estavam lá, além de Arvelina, as voluntárias Lourdes Maria Aguiar, Maria das Dores Costa, Marilene Borges Joaquim e Regina Maria Amadgi. Elas contam que já presenciaram situações em que pessoas chegam ao local famintas, em busca de alimento, ou de pessoas que chegam à cidade apenas com a roupa do corpo, em busca do que vestir.

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“Para aqueles que estão precisando imediatamente, sempre temos algo aqui. Para as cestas básicas, por exemplo, nós realizamos um cadastro e visitamos a família, para avaliar a real necessidade de receber a doação. Se constatarmos esta necessidade, a família recebe por três meses o alimento. Depois realizamos uma nova visita”, explica Arvelina.

Apenas neste ano, mais de 100 enxovais de bebê (todo costurado e montado por elas) foram doados. Durante o mês de agosto, o grupo recebeu e doou 340 peças de roupas. As voluntárias, entretanto, sentem falta de algumas coisas: toalhas de banho e rosto, por exemplo. “Tivemos o caso de uma mulher que não tinha a toalha para secar-se após o banho, então ela utilizava a roupa e depois a colocava para secar. Muitas vezes transformamos as toalhas em pano de chão, quando na verdade é uma peça que as pessoas também precisam”, conta Arvelina. É o mesmo caso de cuecas, meias e soutiens.

Atualmente, o grupo se prepara para uma feira que será realizada na primeira semana de outubro. Como o número de doações diminuiu nos últimos meses, esta será uma forma de arrecadar um pouco mais de produtos. “Pedimos que aqueles que podem levem roupas que não usam mais, utensílios domésticos, móveis, e principalmente alimentos. As cestas básicas são o que mais precisamos no momento”, destacam as voluntárias.

As doações também podem ser entregues na secretaria da Igreja, de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Aqueles que desejam comprar roupas, fazer doações ou aqueles que precisam de doações podem ir à sede do Mutirão, nos fundos da igreja, sempre às terças-feiras durante a tarde.

Mas atenção: as grávidas que precisam do enxoval apenas o receberão se apresentarem o comprovante do pré-natal. A data oficial da feira será divulgada em breve.

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