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Na briga de hospital e governo, sofre o cidadão

Suspensão de serviços no São José causa apreensão à população

Por Redação Engeplus

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Foto: Denis Luciano

Quem buscou o Hospital São José (HSJ) ao longo deste sábado, se não fosse caso gravíssimo, encontrou a mesma resposta, estampada nas faixas expostas na fachada da instituição e repetida pelos poucos funcionários que ainda atendem: o atendimento parou.

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“Minha sogra faz hemodiálise há quatro meses, três vezes por semana. Hoje ainda atenderam. Estou com medo de como vai ficar”, contou o representante comercial Lourival Raupp da Rosa, 54 anos. A sogra, Jandira Carradore Venzon, 76 anos, reside em Forquilhinha e terá dificuldades para continuar a hemodiálise caso não encontre mais o atendimento SUS no HSJ. “Não temos como pagar os R$ 300 cada vez”, comentou Lourival.

É um caso que ilustra tantos outros de primeira necessidade no atendimento do hospital. “Tudo depende se houver funcionários disponíveis”, observou o diretor clínico do HSJ, médico Raphael Elias Farias. “Hemodiálise é de fundamental importância. Será priorizado”, atenuou.

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Caso a greve, iniciada neste sábado, vá adiante e ganhe mais adesão há preocupação com a continuidade dos serviços de oncologia, tais como radioterapia e quimioterapia. “Vai depender de quantos trabalhadores estarão disponíveis. Só saberemos projetar isso na segunda-feira. Mas será difícil, por enquanto, aceitar pacientes novos”, observou Farias.

Para a Prefeitura, porém, o HSJ será obrigado a garantir os serviços oncológicos. “Acontece que, neste mês, o Estado pagou, e nós repassamos, dois trimestres de oncologia. Está tudo em dia nesse setor. Nada atrasado”, revelou o presidente do Conselho Superior de Gestão do Executivo, Sílvio Ávila Júnior.

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