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Na força de vontade dos moradores: a execução do Torre Vienne

Obra está localizada na rua Desembargador Pedro Silva, na área central de Criciúma

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

A esperança de ter a casa própria está virando realidade para 25 famílias em Criciúma. Após cinco anos de reuniões e decisões judiciais, na última semana, a obra, que foi abandonada pela Criciúma Construções, voltou a receber funcionários e materiais de construção, desta vez com nova empresa.

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A obra, que deveria ter sido entregue no primeiro semestre de 2013, estava abandonada até no início de dezembro. Agora, a palavra abandono não é mais sinônimo da edificação. Funcionários da empresa Construtora Concretur já trabalham no local e devem entregar o Torre Vienne em 2023. O empreendimento terá 6.722,28 metros quadrados, 40 apartamentos e oito salas comerciais.

“A obra será mexida gradativamente. A primeira etapa foi sugar a água que estava localizada no local e a limpeza do terreno. Engenheiros da empresa estão estudando e analisando o terreno. A obra inicia em janeiro de 2019 e vai durar quatro anos. Já temos alvará e a prefeitura municipal já aprovou todos os papéis necessários”, explica o diretor da Concretur, Cristiano Machado Marques.

Marques lembra que essa não é a primeira obra realizada pela Concretur. “Somos especializados na execução de obras deixadas pela Criciúma Construções. Já concluímos duas obras e estamos executando, além do Torre Vienne, mais duas grandes obras na área central de Criciúma. Nessas obras espera-se uma geração de mais de 150 colaboradores diretos e indiretos”, observa.

Associação de Moradores

Após descobrirem que o edifício não sairia do papel, moradores que haviam comprado apartamentos no edifício se uniram e montaram uma associação. O grupo se reuniu diversas vezes durante os cinco anos que a obra esteve parada. Além disso, entre os moradores foram criados cargos para a execução de tarefas.

“Comprei o apartamento em dezembro de 2012. Vendi três imóveis para comprar um. O dinheiro foi recebido pela Criciúma Construções, mas eu perdi todo o dinheiro que trabalhei ao longo da vida”, comenta Eva Alexandre, presidente da associação.

“Eu não tinha mais lágrimas para chorar. Perdi R$ 400 mil e ninguém nunca me deu uma satisfação. Muita gente sofre ainda e vai continuar sofrendo por causa desses edifícios”, acrescenta.

Ainda segundo Eva, os novos apartamentos deverão ser pagos novamente. “A Concretur está construindo, mas vamos pagar eles. Ninguém vai construir um prédio de graça. Serão mais gastos novamente. É uma situação que nunca imaginamos passar, mas infelizmente passamos”, declara.

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O diretor da Concretur, Cristiano Machado Marques ainda comenta que foi realizada uma assembleia com os moradores para a construção do edifício. “Todos os moradores possuem desconfiança. Além de tudo, temos que trabalhar o emocional. É uma situação complicada, porém, estamos resolvendo e a obra será entregue”, comenta.

Reclamações da obra

O terreno, por estar abandonado, serviu por diversas vezes para pessoas se instalarem no local. Além disso, apenas por terem começado a mexer no terreno ficou um buraco e, quando chovia, enchia de água, criando muito lixo e mosquitos. Em outubro deste ano, a reportagem do Portal Engeplus esteve no local. “O verão está chegando e, com o calor, o cheiro fica horrível. Os mosquitos aparecem o ano todo, mas as temperaturas elevadas fazem com que o problema se torne pior”, relatou Camila de Souza, que trabalha próximo a obra.

A reportagem do Portal Engeplus não conseguiu conversar com os responsáveis pela Criciúma Construções.

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