Na produção de lanches, o sonho do negócio próprio
Casal criciumense resolveu investir em uma lanchonete na cidade de Urussanga
Por Redação
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Foi o sonho de ter o negócio próprio em um ambiente seguro que fez o casal Diná Maria da Cunha Canuto e Juarez Canuto deixar o trabalho em Criciúma, há oito anos, para abrir a lanchonete Giga Byte, em Urussanga. Na Capital do Carvão, eles tinham um estabelecimento que servia almoço, doces e salgados. No entanto, o local já havia sido assaltado três vezes. “Era um ponto bom, tínhamos excelentes clientes, mas resolvemos sair de lá. Foi então que soubemos da lanchonete em Urussanga. O proprietário queria alugar o espaço, achamos uma boa ideia e resolvemos investir”, comenta Diná.
Com a ajuda da Credisol Crédito Solidário, o casal alugou o ambiente e comprou os primeiros equipamentos. “Trabalhamos duro, sem ganhar nada por três meses seguidos, só para conquistar novos clientes. Fomos aprendendo algumas técnicas, fazendo lanches diferenciados e mostrando que viemos para ficar. Chegamos aqui com uma chapa bem pequena, dessas de usar em casa, e hoje já temos uma profissional”, conta ela, orgulhosa.
Com dedicação o casal conseguiu comprar o espaço do antigo proprietário e já tem planos de expansão. A ideia é iniciar neste ano e fazer a lanchonete toda de alvenaria e com dois pisos, para que os clientes tenham ainda mais conforto e comodidade. “Quando resolvemos ‘meter a cara’ aqui, não poderíamos imaginar o quanto seríamos bem recebidos na cidade. Hoje, por exemplo, fizemos mais de 500 lanches por fim de semana”, enfatiza Juarez, lembrando que no cardápio do Giga Byte estão as tábuas, x-saladas, porções, pizzas e cachorros-quentes. Mas o destaque mesmo fica por conta do X-Maguila, que é o prato principal da casa. “Serve até quatro pessoas, é muito grande”, conta, sorridente.
Hoje com oito profissionais envolvidos no atendimento, produção dos lanches e entrega, o Giga Byte é referência de trabalho e esforço por parte dos proprietários. “Começamos do nada aqui em Urussanga. Éramos só nós. Eu fazia os lanches, montava, atendia; o Juarez atendia o telefone, fazia entrega. Com o trabalho de nós dois e o auxílio da Credisol no momento em que precisávamos, conseguimos superar as dificuldade e, hoje, vivemos do nosso negócio próprio”, enfatiza Diná.
Credisol é responsável por disponibilizar microcrédito na região Sul
O microcrédito solidário ajuda centenas de pessoas a melhorarem de vida com a realização do próprio negócio. Seja R$ 3 mil, R$ 5 mil ou até R$ 10 mil, a quantia é destinada àqueles que querem empreender ou que já possuem um pequeno negócio, precisando melhorar ou ampliar suas atividades, mesmo que ainda na informalidade.
Conforme o diretor executivo da Instituição Julio Burigo, o sistema é bastante diferente dos demais, principalmente por ter fins apenas sociais e ser voltado às pessoas que trabalham por conta própria. “Operando exclusivamente com microcrédito produtivo e orientado, fomos reconhecidos como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) pelo Ministério da Justiça. Atuamos em 27 municípios do Sul do Estado, proporcionando acesso a crédito e assistência técnica para atender às necessidades dos microempreendedores formais e informais”, comenta.
Além de conceder crédito, aponta o diretor, a Credisol também se preocupa com a orientação técnica, para que os recursos sejam aplicados da melhor maneira.
Saiba Mais
O que é o Juro Zero?
Uma das linhas de crédito operacionalizada pela Credisol é o Programa Juro Zero. Nela, o governo banca o subsídio financeiro referente aos juros remuneratórios das operações de até R$ 3 mil. Ou seja, se o empreendedor contratar até R$ 3 mil de empréstimo e estiver com as prestações em dia vai pagar somente sete das oito prestações do contrato. Portanto, o juro é zero.
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