‘Não queríamos, mas perdemos. Temos que saber que é preciso melhorar e evoluir’, avalia Tencati
Criciúma enfrentou o Operário-PR neste sábado e perdeu por 2 a 0
Por Redação Engeplus
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O Criciúma entrou em campo na tarde deste sábado, dia 7, para enfrentar o Operário-PR. O time carvoeiro perdeu o jogo por 2 a 0, mantendo-se no jejum de vitórias fora de casa durante a Série B do Campeonato Brasileiro. O técnico da equipe, Cláudio Tencati, fez uma avaliação da partida e também do momento do Tigre.
O jogo em Ponta Grossa já começou complicado para o Criciúma, depois que o adversário carimbou o primeiro gol da partida logo aos 8 minutos, após um lance que envolveu a desatenção da equipe carvoeira. “Ser surpreendido com um gol muda totalmente a estratégia. Esse foi um erro nosso. Desatenção na cobrança da lateral. E tomar o segundo gol ainda no primeiro tempo terminou desestabilizou”, avalia Tencati.
Já no segundo tempo, o elenco tricolor voltou ao campo com sede de gols. Mesmo após ter criado diversas chances de gol, o Tigre não conseguiu subir o ponteiro do placar. “Tem que dar o prêmio de melhor em campo para o Vanderlei [goleiro do Operário-PR]. Ele fez três defesas pontuais que poderiam ter mudado o rumo da partida”, destaca o técnico do Criciúma.
Nos últimos jogos, a torcida tem criticado tanto as escolhas de Tencati para o elenco que entra em campo, quanto as substituições feitas ao longo das partidas. Especificamente no jogo em Ponta Grossa, as substituições do segundo tempo também geraram impacto no resultado da partida. “Na reta final, com as mudanças, não chegamos com o ímpeto de chegar com mais qualidade. Geramos algumas chances, mas desperdiçamos as oportunidades. E no futebol não tem isso. Se você tem chance, tem que fazer”, diz.
Futebol 'moderno' e que cobra de todo o elenco
Nesta semana, o Criciúma viajou com desfalques no elenco principal. Foram pelo menos cinco jogadores fora da equipe, o que mudou também o planejamento de Tencati para a partida em Ponta Grossa. “As mudanças aconteceram por questões físicas e táticas. Os jogadores não iam conseguir uma performance ideal. Todas as mudanças foram discutidas caso a caso, de cada jogador. Alguns até foram guerreiros de ir pra partida, correndo risco de lesão. O problema foi o deslocamento, a viagem, foi uma semana terrível pra nós. E tivemos um início de jogo surpreendido, o que mudou todo o planejamento”, avalia Tencati.
E sobre as cobranças sobre as mudanças e substituições da equipe, o técnico é firme: “Jogadores estão lá para isso. Não adianta eu ter 35 jogadores e não poder substituir o elenco. Senão, contrataria 11 jogadores e ficaria com eles o campeonato inteiro. Isso não existe. Estamos em 2022, o futebol está diferente e moderno. Se não tem condição de um jogador jogar, tem que substituir, e quem entra tem que fazer por onde”, ressalta Tencati.
Ainda assim, o professor entende a cobrança. “Futebol é resultado. Hoje, o que está acontecendo, de cobranças, está baseado no resultado. Temos que assumir a responsabilidade e aceitar que perdemos. Não queríamos, mas perdemos. E precisamos saber que temos que melhorar e evoluir”, conclui.


































