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Não são todos os vinhos que devem ser guardados deitados
Por Redação Engeplus
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Muitas pessoas possuem a ideia de que os vinhos devem ser guardados deitados para manter o sabor. Quando na verdade o motivo de alguns ficarem deitados é para manter a rolha molhada, evitando que resseque e esfarele. O enólogo da Epagri de Urussanga, Stevan Grützmann Arcari, afirma que hoje as vinícolas só usam rolhas de cortiça inteira para vinhos recomendados para envelhecimento.
Segundo o enólogo, os vinhos para consumo em curto prazo recebem a rolha de cortiça aglomerada, que resiste por até três anos com a garrafa em pé. Ele explica que a cortiça inteira é extraída de uma árvore e passa por processo de esterilização, amaciamento e prensagem. “Como a matéria prima é vegetal, fica sensível ao ambiente seco e se não for umedecida acaba esfarelando e abrindo caminho para entrar oxigênio na garrafa”, detalhou dizendo que essas rolhas são colocadas em vinhos mais caros. Nesses vinhos, quando deitados, entra 0,7 milímetros de oxigênio por ano, o necessário para o processo de envelhecimento. “Uma rolha aglomerada custa R$ 0,10, enquanto a de cortiça inteira chega a R$ 2,00. A maioria dos vinhos no Brasil são comercializados com rolhas de até R$ 0,60. Esses duram por dez anos”, comentou.
Além desses dois tipos de rolha, ainda existem a sintética e a tampa de rosca. “Assim como a aglomerada, são usadas nos vinhos que não precisam ser envelhecidos e devem ser bebidos em até dois anos”, salienta. Porém, Arcari faz um alerta. “A maioria dos vinhos quando são colocados nas prateleiras dos supermercados já estão prontos para consumo. Eles devem ser bebidos em seis meses para garantir a qualidade”, pontuou. Os vinhos para envelhecimentos devem ser comprados em casas especializadas ou direto nas vinícolas.



