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Contexto Internacional

New York Times aborda caos na saúde em Porto Alegre

Matéria diz que Brasil não vê luz no fim do túnel

Por André Abreu

2 min de leitura

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Foto: Reprodução NYT

"Os pacientes começaram a chegar em hospitais de Porto Alegre muito mais doentes e mais jovens do que antes. As funerárias estavam experimentando um aumento constante nos negócios, enquanto médicos e enfermeiros exaustos imploravam em fevereiro por um lockdown para salvar vidas.

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Mas Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre, argumentou que havia um imperativo maior."

Assim começa a matéria no jornal The New York Times.

E continua o texto num dos jornais mais lidos dos EUA e com abrangência global nos dias de hoje:

"Coloque sua vida em risco para que possamos salvar a economia", apelou Melo aos seus eleitores no final de fevereiro.

"Agora, Porto Alegre, uma cidade próspera do sul do Brasil, está no centro de um colapso impressionante do sistema de saúde do país — uma crise prevista.

Mais de um ano após a pandemia, as mortes no Brasil estão no auge e variantes altamente contagiosas do coronavírus estão varrendo a nação, possibilitada por disfunção política, complacência generalizada e teorias conspiratórias."

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A matéria segue dizendo que "o presidente Jair Bolsonaro, tem desprezado a ameaça do vírus. O Brasil agora está relatando mais casos novos e mortes por dia do que qualquer outro país do mundo".

“Vemos uma falha do sistema de saúde e não vemos uma luz no fim do túnel", alerta Ana de Lemos, diretorea executiva dos Médicos Sem Fronteiras no Brasil.

"No Rio Grande do Sul, estado que inclui Porto Alegre, a lista de espera por leitos de unidades de terapia intensiva dobrou nas últimas duas semanas, para 240 pacientes em estado grave.

No Hospital Restinga e Extremo Sul, uma das principais unidades médicas de Porto Alegre, o pronto-socorro tornou-se uma ala lotada de Covid, onde muitos pacientes recebiam atendimento em cadeiras, por falta de leito gratuito. Na semana passada, os militares construíram um hospital de campanha na área externa, mas funcionários do hospital disseram que o espaço adicional em leitos é de pouca utilidade para uma equipe médica que está trabalhando além do seu limite."

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