Doação de órgãos
No Brasil, mais captações. Em Criciúma, menos
Governo federal apresenta relatório nacional positivo. No HSJ, captações diminuíram de 17 para 13
Por Redação Engeplus
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O Brasil registrou 2.983 doações de órgãos em 2016. O dado foi anunciado nesta quinta-feira pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em ato no Rio de Janeiro. “É o maior índice da história”, festejou. O número representa um crescimento de 5% em relação a 2015.
Somente de transplantes de coração, foram 357, um incremento de 13%. Aumentaram também os transplantes de pulmão (57%), medula óssea (39%), fígado (34%) e rins (18%). “Quase 40% das famílias ainda não liberam, mas temos muito o que comemorar em um país onde 95% dos transplantes são pagos pelo governo federal”, enfatizou o ministro.
A taxa geral de aceitação das famílias às captações no Brasil alcança 57%. Os índices são maiores no sul e sudeste, onde a rejeição oscila entre 30 e 40%. A fila de espera no Brasil chega a 41.042 pacientes, sendo 24,9 mil que aguardam por um rim.
HSJ, o oitavo
em captações
Em Santa Catarina, foram 251 doações em 2016 para captações de múltiplos órgãos, o que representa 8,4% do índice nacional. Enquanto o Brasil cresceu 5%, os catarinenses saltaram 23%, pois haviam registrado 203 captações em 2015.
O Hospital São José (HSJ), em Criciúma, fez 13 captações múltiplas em 2016, sendo o oitavo local entre 35 no estado que mais colheu órgãos. Foram quatro captações a menos que em 2015, quando houve 17 registros, uma redução de 23%. O índice do ano passado poderia, portanto, ser maior. Acontece que o HSJ registrou 35 mortes encefálicas, e apenas 37% das notificações resultaram em captações. Em 20% dos casos, as famílias negaram doações. A última captação do ano passado em Criciúma ocorreu no dia 27 de dezembro, tendo havido doações de rins, fígado e córneas. Em 2015, o índice de recusa das famílias ficou em 15%.
A fila de espera catarinense contava, em dezembro, com 535 pacientes. A exemplo do índice no Brasil, a maioria aguarda por rins: 333. De resto, são 70 pacientes que aguardam por córneas, 62 esperam por medula óssea e, na sequência, pacientes de ossos (30), fígado (22), rins e pâncreas (17) e um de coração.
O HSJ orienta quem deseja ser doador de órgãos para comunicar a família, já que cabe a ela a última palavra após constatada a morte encefálica do paciente. Podem ser captados coração, pulmões, rins, pâncreas, figado, intestino, ossos, tendões, córneas e pele.



