Engeplus
Geral

Rodovia Jacob Westrup

No fim do asfalto, o progresso dá um tempo

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Denis Luciano

Ele foi pioneiro da Epagri em Forquilhinha. Em tempo em que a pesquisa e extensão rural eram novidades, e representaram, como são até hoje, um extraordinário salto de qualidade para as lavouras, Dalvani Brillinger começou a se empenhar pelo progresso das pequenas e médias propriedades. Tantas lavouras surgiram, tantos agricultores foram inspirados pelos valiosos conselhos dele que, no passado, se notabilizou ainda por promover o embelezamento dos espaços rurais. Brillinger é um dos impactados pela pavimentação da Rodovia Jacob Westrup.

Publicidade

“Ficou muito bom com o asfalto aqui”, elogia o antigo técnico rural, hoje dedicado a um viveiro onde cria mudas de verduras, legumes e flores para abastecer pontos de venda em toda a região. “E chegando melhor aqui, o progresso também chega junto”, comemora Dalvani.

Ele está nos primeiros três quilômetros da Jacob Westrup para quem sai do Centro de Forquilhinha e passa pela prefeitura em direção a Maracajá. Não muito adiante do viveiro de Dalvani, o asfalto termina e o chão batido começa. Dali, são oito quilômetros até a BR-101. A necessidade de concluir a pavimentação da rodovia foi pauta de audiência pública na última quinta-feira.

Um novo projeto

Publicidade

“Precisamos readequar o projeto. Como está, é caro. E os municípios tem condições de fazer um projeto desse com menos custo que o Estado”, expôs o secretário de Infraestrutura. Diante de uma platéia lotada e atenta no salão paroquial de Forquilhinha, Luiz Fernando Vampiro Cardoso concordou com a importância da obra mas parece ter convencido aos presentes sobre a necessidade de readequar o que está projetado. “Pelo que está posto, são R$ 13 milhões para terminar os oito quilômetros. É bastante. Podemos diminuir”, acrescentou, lembrando que enxugar o custo aumentará as chances de adição breve no orçamento.

A audiência foi uma proposta do deputado Rodrigo Minotto (PDT) e da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa (Alesc). Em sua fala, o parlamentar elencou diversas razões econômicas para justificar o investimento. “São três municípios envolvidos que somam 1,7 mil empresas, geram 17 mil empregos, exportam R$ 200 milhões e tem economia baseada na agricultura”, mencionou Minotto. Além de Forquilhinha e Maracajá, Nova Veneza também envolveu-se no debate. “Temos 530 empresas contribuindo com essa riqueza toda”, acrescentou o prefeito Rogério Frigo. O prefeito de Forquilhinha lembrou o pouco que falta para criar mais uma alternativa de ligação com a BR-101. “São apenas oito quilômetros”, enfatizou Dimas Kammer.

As lideranças envolvidas vão buscar, nas próximas semanas, uma reunião com o governador Raimundo Colombo e o vice Eduardo Moreira para discutir maneiras de fazer avançar um novo projeto mais barato.

Compartilhar:
Leia a seguirCâmara devolve R$ 1,6 milhão para a prefeitura
Publicidade