Criciúma
Nos táxis, apreensão com a chegada do Uber
Taxistas ainda estudam posição conjunta, e Prefeitura pode analisar regulamentação
Por Redação Engeplus
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Os taxistas vem vivendo tempos difíceis em Criciúma. Não bastasse a queda na clientela, “afinal todo mundo tem carro”, como define o presidente do Sindicato dos Taxistas, Claudecir Batista, houve uma série de disputas judiciais com a Prefeitura nos últimos meses e, agora, a chegada do aplicativo Uber conforme antecipou o Portal Engeplus.
“Não vamos nos posicionar ainda”, limitou-se a dizer nesta segunda o presidente, ao tomar conhecimento do início do cadastramento de motoristas para operar o Uber em Criciúma, projetado para ir às ruas em um mês. Batista retornava de uma viagem de caráter particular e deverá, ao longo da terça-feira, dialogar com seus colegas para então definir uma posição sobre as conseqüências da novidade.
Poucos clientes
e faturamento limitado
Ao longo de 2016, Batista calculava que os colegas bem sucedidos na praça tiravam no máximo R$ 3 mil mensais com suas corridas. “Só conseguem ganhar mais os que atendem empresas e contam com clientes fixos”, revelou o presidente, em reportagem do Jornal da Manhã de 2 de junho do ano passado.
O cálculo era feito no calor de uma forte discussão entre taxistas e ASTC, que preparava o lançamento de uma licitação de 45 pontos com 114 vagas pela cidade. Na ocasião, havia 110 táxis circulando por Criciúma e a autarquia calculava que dezenas de pontos estavam sem carros, por desinteresse dos taxistas titulares.
“Tem o da Rodoviária, o do Hospital São José, o da praça no Centro e dos supermercados. O resto, tem taxista que abandona pela falta de passageiro”, reconhecia Batista, mencionando os poucos pontos considerados viáveis. À época, há quase um ano, o sindicato já previa o avanço da tecnologia no serviço de transporte urbano.
Prefeitura vai
estudar
Da mesma forma que os taxistas, o município ainda não tem uma posição firmada sobre a prestação dos serviços do Uber em Criciúma. Não há, por enquanto, qualquer previsão de algum projeto para regulamentar a operação na cidade. “Mas vamos estudar com calma. Era um avanço que logo chegaria”, comentou o vereador Jair Alexandre (PSC), líder do governo Clésio Salvaro (PSDB) na Câmara.



