Nossa Casa lança Apadrinhamento Afetivo

Palestra de lançamento do projeto será nessa sexta-feira, dia 28, na Acic

Por

Em
Nossa Casa lança Apadrinhamento Afetivo
Foto: Miriam Zomer/Divulgação

Oportunizar o convívio familiar e comunitário a crianças e adolescentes com chances remotas de adoção, acolhidos na Nossa Casa. Esse é o intuito do projeto de Apadrinhamento Afetivo que será lançado oficialmente pela instituição nesta sexta-feira, dia 28. O lançamento será marcado por uma palestra de apresentação da iniciativa aos interessados, na Acic, às 19h30. Um pré-cadastro também poderá ser realizado na ocasião. As inscrições para o evento vão até amanhã, dia 26, pelo telefone 3443-6859

A coordenadora da entidade, Santina Muniz, explica que a participação no projeto requer responsabilidade e compromisso da família interessada. “Não é só apadrinhar e achar que pode visitar quando quer. É comprometimento de toda a família, com visitas pelo menos quinzenais, mas de preferência todo fim de semana. Por isso a diferença de um apadrinhamento comum, porque envolve o vínculo afetivo. Buscamos inserir esse jovem, de fato, em uma família”, pontua ela.

Mesmo aos interessados que não puderem comparecer a palestra, Santina esclarece que a entrada na fila para o apadrinhamento afetivo pode ser solicitado a qualquer momento do ano. “É uma iniciativa sem data para expirar. Muitos desses adolescentes vão crescendo no abrigo. Então, conhecer novas realidades da comunidade, participar de atividades dessa família é essencial. Ajudar financeiramente é uma escolha da família, mas o principal objetivo do projeto é proporcionar um vínculo, uma referência de família, que vão dar um norte e orientação na vida autônoma desse jovem, após o desacolhimento da instituição, aos 18 anos”, pondera ela.

Continua após anúncio
Fim do anúncio

De acordo com Santina a iniciativa é um sonho antigo da instituição. A Nossa Casa vinha desde 2012 trabalhando para colocar o projeto em prática, mas dependia do aval do Judiciário. “Depois de tantos anos trabalhando nisso, conseguimos. Agora em agosto aocnteceu a capacitação de uma equipe que foi contratada exclusivamente para esse projeto. Há uma psicóloga, uma assistente social e uma coordenadora nesse time. Tudo isso acontece em parceria com a equipe forense do Judiciário, para avaliar tanto os candidatos quanto os afilhados”, reflete.

Os padrinhos e madrinhas também passarão por uma habilitação e receberão, inclusive, um documento firmado judicialmente comprovando o apadrinhamento da criança. Conforme Santina, o processo é semelhante ao de adoção. “Há uma fila de espera e eles precisam aguardar a disponibilidade das crianças. Há também um pareamento entre os envolvidos. Nesse estágio vamos identificar as afinidades entre possível afilhado e padrinhos, para que se possa prezar a boa convivência entre as partes”, finaliza.

Hoje a casa de acolhimento abriga 22 crianças. A coordenadora afirma que o “Sem uma avaliação refinada, fazendo uma estimativa geral, penso que temos umas cinco crianças disponíveis para o projeto atualmente. Eles também passarão por oficinas e preparações”, dispara.

Receba as principais notícias de
Criciúma e região em seu WhatsApp.
Participe do grupo!

Clique aqui

Confira mais de Geral