Nova sede do 6º CRPM em Criciúma será voltada à tecnologia e ao monitoramento regional

O projeto prevê a instalação de uma nova central de emergência da PM

Nova sede do 6º CRPM em Criciúma será voltada à tecnologia e ao monitoramento regional
Foto: Rafaela Custódio/Arquivo/Portal Engeplus

O 6º Comando Regional de Polícia Militar (CRPM), com sede em Criciúma, dará um importante passo em direção à modernização da segurança pública no Sul de Santa Catarina. O coronel e comandante da CRPM, Fábio da Silva Lisboa, planeja a construção de uma nova sede com foco em tecnologia, monitoramento inteligente e integração regional.

Desde que assumiu o comando da 6ª Região, em dezembro do ano passado, o coronel tem se reunido com a comunidade e autoridades locais e estaduais para identificar as principais demandas em segurança pública. “Um dos pedidos históricos da população é justamente uma estrutura moderna, capaz de integrar o comando regional com a tecnologia de monitoramento que está por vir, como o sistema de câmeras com reconhecimento facial”, afirmou o coronel.

Central de monitoramento regional

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O objetivo é instalar câmeras de reconhecimento facial. (Foto: Unsplash/Ilustrativa)

O projeto prevê a instalação de uma nova central de emergência da PM, equipada para atender toda a região com mais eficiência. A central será o ponto de integração do sistema de câmeras de reconhecimento facial que está sendo adquirido pelo Governo do Estado, com possibilidade de adesão também pelos municípios. “A ideia é centralizar o monitoramento das imagens no 6º CRPM, criando um ambiente adequado para receber toda essa carga de dados”, explicou.

A proposta é que a central atenda a todos os municípios que integram a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) e Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), sendo ao todo 27 cidades atendidas. O projeto conta com apoio do governador do Estado, Jorginho Mello, do presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Julio Garcia, assim como dos deputados da bancada do Sul e de prefeitos da região.

Conforme o coronel, além da central de emergência e do monitoramento inteligente, a nova sede contará com Sala de Situação, um espaço estratégico para coordenação em casos de crises, desastres naturais ou eventos criminais de grande impacto, como o assalto ao Banco do Brasil ocorrido em Criciúma em 2020 e também salas de inteligência policial com estrutura destinada ao fortalecimento das ações de investigação e combate ao crime organizado e às facções criminosas.

“O objetivo é regionalizar a atuação da Polícia Militar, com mais tecnologia, mais agilidade e uma estrutura que atenda às necessidades atuais da segurança pública”, reforçou o coronel.

Investimento estimado e parcerias

O terreno destinado à construção da nova sede já está em fase final de liberação, com laudos ambientais positivos emitidos pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) e análises técnicas da empresa Rio Deserto, responsável pela limpeza da área. A Satc também prestou apoio no estudo do solo. A autorização final depende de pareceres do Ministério Público Federal. O local será no mesmo terreno do 9º Batalhão de Polícia Militar, em Criciúma.

A estimativa inicial é de que a obra custe cerca de R$ 3,5 milhões, mas o valor exato será definido após a conclusão do projeto arquitetônico e estrutural, que está sendo desenvolvido pela Unesc.

Nova era para a segurança pública regional

Com a proposta, a Polícia Militar de Santa Catarina busca dar um salto de qualidade no atendimento à população e no combate ao crime. “Queremos algo moderno, tecnológico e que realmente melhore a vida do cidadão. A segurança pública precisa acompanhar os avanços e essa estrutura vai garantir isso para toda a região sul”, concluiu o comandante.

O presidente da Alesc, Julio Garcia, está apoiando o projeto e deve encaminhar emenda parlamentar. “Tivemos uma conversa inicial sobre o aumento da efetividade da segurança, porque hoje a segurança depende muito de tecnologia. Nós não temos condição de ter um policial para cada habitante. Isso é humanamente impossível. Então, a tecnologia veio também para auxiliar na área de segurança”, pontuou.

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