Justiça

Novo recurso do MPSC revela que investigado rodeou sede do Gaeco no dia da Operação Caronte

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Com fotos e documentos MPSC explica porque investigados devem retornar a prisão

Por Rafaela Custódio30 de outubro de 2024 3 min de leitura
Divulgação/MPSC

O Ministério Público de Santa Catarina entrou com um novo recurso nessa terça-feira, dia 29, em que defende o retorno dos investigados da Operação Caronte para a prisão. No documento, o MPSC apresenta fotos, documentos e utiliza informações de Sistema de Posicionamento Global (GPS, na sigla em inglês) para apontar que um dos investigados circundou a sede do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) minutos antes primeira fase da operação.

“Observou-se que especificamente na análise do celular do investigado foram encontrados outros informativos que, corroborados com diligências de campo perpetradas pela equipe, inferem que ele possuía conhecimento da operação policial ocorrida no dia 5 de agosto”, diz o documento do MPSC.

Ainda segundo o recurso do MPSC, foram identificados outros elementos que direcionaram as ações do investigado antes da realização da Operação Caronte. “Isso porque, no dia 5 de agosto, o GPS do celular do investigado demonstra que ele, minutos antes do início da operação (especificamente a partir das 05h47), saiu de sua residência, localizada no bairro Primeira Linha, em Criciúma, e se deslocou até a região da sede deste Grupo Regional no bairro Pinheirinho”, explica o MPSC.

A equipe conseguiu unir imagens de câmeras de monitoramento da região no sentido de identificar outros elementos que corroborassem com a informação apresentada pelo GPS do celular do investigado. “Nesse contexto, corroborando com os dados encontradas no celular do investigado, foi observado que nos minutos antecedentes à Operação Caronte, o veículo Toyota Corolla, utilizado pelo investigado transitou às 05h47min38seg na rodovia Alexandre Beloli. Na sequência, às 05h53min08seg, foi possível observar o veículo utilizado por ele, acessando a rua Giácomo Sônego Neto, logradouro onde se situa a sede do GAECO de Criciúma”, detalha.

O documento ainda revela que na gravação foi possível observar que o veículo do investigado efetuou uma frenagem na pista e acessou a rua Vaudrilio Manoel Serafim. “Destaca-se a manobra realizada pelo motorista ao fazer conversão atípica para o fluxo de veículo naquele horário. A visão que o investigado teve, minutos antes da deflagração da Operação Caronte, foi de intensa movimentação de policiais e promotores de Justiça, os quais, naquele momento se encontravam na frente do prédio e se organizavam para se deslocarem para os locais onde seriam cumpridas as ordens judiciais”, afirma.

Logo depois, as câmeras flagraram o veículo do investigado transitando na rua Cônego Anibal Maria di Francia às 06h00min29, em movimento de retorno no sentido de sua residência. “Considerando o início do retorno, observa-se que aparentemente o veículo do investigado permaneceu cerca de 5 minutos nas imediações do ponto de encontro das equipes da Operação Caronte”, destaca o MPSC.

Para o MPSC, há fortes indicativos que o investigado sabia da Operação Caronte. “Tendo em vista a movimentação do veículo utilizado por ele e as suas respectivas localizações do celular exatamente no dia e horário da deflagração da operação", diz o recurso.

O detalhamento é um dos pontos elencados pelo MPSC para embasar o pedido para que os investigados retornem à prisão. “Tais fatos, aliados ao que mais consta dos autos, demonstram, de forma inequívoca, a periculosidade dos agentes e o concreto risco de que, soltos, poderão interferir na instrução criminal”, pontua.

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