O alívio
O alívio que veio por meio das grades
Por Redação Engeplus
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“Minha intenção era matá-los.” Com essa expressão, o taxista Rosalino Manoel da Silva, 65 anos, define sua revolta diante dos dois jovens presos pela Central de Polícia que o espancaram e assaltaram em julho deste ano.
Há 30 anos trabalhando nesta área, ele conta que demorou uma semana para fazer o registro da ocorrência. Enquanto isso, identificou os criminosos e onde eles moravam.
“Eles arrebentaram com a minha cara. Fui covardemente agredido, deformaram o meu rosto e fiquei todo ensanguentado. Já não acreditava mais em leis e só não segui adiante com o meu propósito porque a minha família acredita e fez eu refletir. Vi que eu ia destruir a minha vida. Eles amanhã estarão novamente soltos e podem fazer a mesma coisa com outro trabalhador pai de família. Ou pior, podem até matar”, lamenta.
ASSALTO
Rosalino atua no ponto da Praça Nereu Ramos e foi abordado no dia 26 de julho por dois jovens que solicitaram uma corrida até o bairro Santo Antônio. No local, eles deram uma gravata e dominaram o taxista. Após espancá-lo, fugiram levando celular, as chaves do carro e R$ 460. A vítima foi conduzida ao hospital.
PRISÕES
Policiais da Central de Polícia cumpriram os mandados de prisão preventiva e detiveram no bairro Sãnto Antônio M.B.S. e A.F.C., ambos de 20 anos. Em depoimento ao delegado Airton Ferreira, eles confessaram a autoria do crime e afirmaram que os roubos praticados eram para sustentar o vício no crack. Hoje após passar por reconhecimento, a dupla foi encaminhada ao Presídio Santa Augusta.



