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Criciúma

O Banco de Olhos que não captou uma córnea sequer

Por Redação Engeplus

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Foto: Arquivo Engeplus

Inaugurado em 28 de dezembro de 2016, o Banco de Olhos de Criciúma não captou uma córnea sequer desde então. E poderia buscar pelo menos cem por ano. “E tudo por causa da burocracia”, reclama o voluntário Almir Fernandes de Souza, que atuou durante anos na antiga versão do banco.

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Já houve um investimento de R$ 300 mil na estrutura física, uma sala de 75 metros quadrados equipada no Hospital Materno Infantil Santa Catarina, mas desde então faltam as autorizações do Ministério da Saúde para início efetivo das operações. Não há uma equipe destacada, mas à época da entrega, nos últimos dias do governo Márcio Búrigo, o médico oftalmologista Marcos Pizzolatti foi citado como possível responsável técnico pela repartição.

“Eu já fiz uma aposta com três prefeitos, que eles poderiam transformar Criciúma na Capital Nacional da Captação de Córneas”, conta Almir. O voluntário cita que a capacidade real da região pode ir muito além das cem córneas estimadas ao ano, já que seria necessário integrar Tubarão, Araranguá, os serviços de verificação de óbito e hospitais. “Criciúma seria capaz de zerar a fila de espera por córneas em toda Santa Catarina”, garante.

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Almir comenta ainda que muitos familiares de falecidos pedem pela oportunidade de doar córneas. “Infelizmente não temos como aceitar pois não vamos mais correr risco de perder córneas em bagageiros de ônibus como acontecia antigamente. Temos que humanizar isso”, observa. “Experimente fechar os olhos e abrir para ver o quanto importante é voltar a enxergar”, conclui.

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