Controle da dor agud
O controle da dor nas mãos do paciente
Procedimento permite que, ao sentir dor no pós-operatório, paciente aplique uma dose de analgésico
Por Redação Engeplus
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Um novo procedimento utilizado pelo Hospital São José, em Criciúma, permite que o paciente controle a dor que está sentindo no pós-operatório. Sob a supervisão de um médico anestesiologista, o paciente tem acesso a um aparelho que, ao ser acionado, libera uma dose extra de medicamento para aliviar a dor aguda. Com uma equipe especialista contratada para cuidar do serviço de controle da dor aguda, o hospital é pioneiro no serviço na região Sul de Santa Catarina.
O médico anestesiologista Eric Benedet Lineburger, que atua especialmente na área da dor, explica que este serviço passou a ser oferecido em novembro, e cerca de dez aparelhos estão disponíveis no hospital. “A expectativa é atender até 30% dos pacientes com este tipo de tratamento. O procedimento é aplicado apenas em alguns pacientes escolhidos a partir do tipo de cirurgia pela qual passou. Às vezes, uma cirurgia que parece simples pode causar uma dor aguda”, explica.
Segundo Lineburger, o auxílio no controle da dor ajuda, inclusive, no resultado positivo após a cirurgia. A dose de aplicação é diferente para cada paciente, e este deve liberar o medicamento a cada vez que não estiver suportando a dor. “Sabemos a dosagem inicial de remédio a ser aplicada. A partir de então, regulamos para que de tempo em tempo, o paciente possa pedir uma dose extra para aliviar a dor. Por exemplo, em alguns casos, a dose pode ser liberada a cada 15 minutos, ou seja, ele recebe continuamente o remédio, mas se a dor estiver muito grande, poderá liberar uma dose extra”, avalia o médico.
O procedimento não vai de encontro à discussão sobre a automedicação pois, segundo Lineburger, existe uma equipe formada por técnicos, enfermeiros e médicos que visita o paciente durante todo o dia. “Temos o controle de tempo em que a dose extra pode ser pedida, e também temos o controle da quantidade de remédio aplicado. Por exemplo, se eu determinar que a dose extra poderá ser solicitada a cada 15 minutos, o paciente pode apertar o botão mais de 100 vezes, que ainda assim a dose sairá apenas uma vez. No controle que fazemos, saberemos que ele apertou o botão diversas vezes seguidas, e poderemos determinar o tamanho da dor que ele está sentindo”, esclarece o anestesiologista.
Noedir Bellettini Benfato, gerente comercial, passou por uma cirurgia na próstata nessa terça-feira e é um dos pacientes inseridos no serviço de controle da dor aguda. Ele conta que ainda não apertou o botão para receber uma dose extra do medicamento, mas sente-se seguro ao saber que a opção existe. “Eu já passei por uma cirurgia antes disso, e senti muita dor. Agora fico tranquilo ao saber que posso apertar um botão e fazer com que ela passe”, comemora.



