Cargo vago
O Criciúma pode ter nova eleição? Explicamos
Presidente do Criciúma, Vilmar Guedes renunciou ao cargo nesta quinta-feira
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Se dentro das quatro linhas o momento é crítico para o Criciúma, fora dela o clube passa por instabilidade. O presidente Vilmar Guedes renunciou ao cargo nesta quinta-feira, dia 5, repetindo as decisões de seus antecessores Anselmo Freitas, Jaime Dal Farra e Antenor Angeloni - estes dois dentro do período da Gestão de Ativos (GA). Édson Roberto Búrigo, presidente entre 2008 e 2009, também renunciou. O último a cumprir o mandato completo foi Moacir Fernandes, que presidiu o Tigre entre 2000 e 2007.
Mas a pergunta do momento é: o Criciúma vai passar por novas eleições? Para responder é importante lembrar que em outubro deste ano o Conselho Deliberativo aprovou por ampla maioria a extensão dos atuais três anos de mandato para quatro anos. Desta forma, Vilmar Guedes, que estava no cargo desde junho de 2022, permaneceria até o final de 2025.
Conforme o estatuto social do Criciúma, a renúncia do presidente deve ser preenchida com a interinidade do vice-presidente administrativo, cargo que atualmente é ocupado por Alexandre Farias. Na linha sucessória, ainda estão os vices financeiro e de patrimônio, Valter José Minotto e Antônio Deoclésio Pavei. Então, para que o Criciúma passe por uma nova eleição e defina um novo presidente, é necessário que todos os três vices também renunciem ao cargo.
O que deve acontecer?
Conforme apurado pela reportagem, a tendência é que Farias assuma de forma interina o cargo de presidente do Criciúma, porém, no máximo até janeiro. Farias foi eleito presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e já planejava entregar o cargo de vice administrativo do Criciúma para se dedicar a posse na Confederação, marcada para março.
Caso a saída de Farias se confirme, então o vice-presidente Financeiro, Valter José Minotto, assume a presidência também de forma interina e o Conselho Deliberativo convoca eleições para vice-presidente administrativo, que assumirá a presidência na ausência de Farias. O pleito deve ocorrer em até 30 dias após a oficialização da renúncia.
Eleições ainda em dezembro?
O presidente do Conselho Deliberativo, Guilherme de Souza Búrigo, explica que o passo seguinte à oficialização da saída de Guedes é entender a pretensão de Farias. A ideia é fazer apenas um pleito para definição do novo vice administrativo. E mais: o ideal é antecipar ao máximo, já que o clube se encontra em reta final de temporada e precisa planejar o futebol para 2025. Uma eleição para presidente, segundo o secretário do Conselho Deliberativo, Antônio Sergio Fernandes, só ocorrerá ao final do próximo ano.
“O ideal é fazer uma eleição só. Se o Farias assumir no lugar de Guedes e ficar até janeiro, podemos abrir um edital agora e fazer (a eleição) no dia 15. Precisamos conversar para saber até quando ele pretende ficar, que daí marcamos a eleição desde já”, afirma.
A possibilidade do presidente do Conselho assumir o Executivo é remota. Para isso, todos os vice-presidentes teriam que renunciar junto com Guedes, mas o próprio Guedes descartou esta hipótese em entrevista à Rádio Eldorado e confirmou Farias como interino. A reportagem tentou contato com Alexandre Farias, mas não obteve êxito.
Próxima temporada
A estreia do Criciúma em 2025 será contra o Concórdia no dia 19 de janeiro, no estádio Heriberto Hülse, partida válida pela segunda rodada do Campeonato Catarinense e que definirá ainda o campeão da Recopa, competição que une os vencedores da última edição do Estadual (Criciúma) e da Copa Santa Catarina (Concórdia).
O campeonato vai iniciar no dia 15 de janeiro, entretanto, para ganhar tempo na pré-temporada, a diretoria do Criciúma solicitou junto à Federação Catarinense de Futebol (FCF) que a estreia fosse agendada para o dia 19. A data foi confirmada, mas com ajuste em relação aos demais jogos. Por isso, a partida da primeira rodada, contra o Hercílio Luz, ficou para o dia 19 de fevereiro.



