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Criciúma

O CVV precisa de voluntários

Falta de pessoal deixa serviço sem atendimento local em três madrugadas por semana

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Denis Luciano

Por falta de voluntários, o Centro de Valorização da Vida (CVV) de Criciúma não está conseguindo fazer o atendimento local em três madrugadas por semana. “Nas terças, quintas e sextas, o plantão das 11 da noite até 7 de manhã está sem equipe. Por isso, vamos promover um novo curso de formação”, confirma o voluntário Paulo José Borges.

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Atualmente, são 39 voluntários que fazem funcionar o CVV 24 horas – à exceção das madrugadas citadas – e cada um que atende a partir das 23h trabalha oito horas por quinzena.

O atendimento não deixa de ser feito a quem procura o CVV por telefone, mas as ligações são transferidas para postos em outras partes do Estado e do Brasil. “O curso vai começar no dia 4 de março, em etapas. Na primeira, expomos o que é o CVV. Na segunda, tratamos do perfil que as pessoas precisam ter para fazer os atendimentos”, explica Borges.

Casos próximos
motivam a ajudar

E o que motiva os aspirantes a voluntários a procurar o CVV? “Geralmente, são pessoas que tiveram casos de suicídio na família, ou entre pessoas próximas. Ou então pessoas com bastante tempo livre e que querem se dedicar a alguma causa”, aponta. Depois de vencidas as duas primeiras etapas do curso de formação, há a qualificação específica, para a qual os candidatos precisam ter no mínimo 18 anos.

Os interessados na formação e em colaborar com o CVV podem fazer contato pelo telefone (48) 3439.0222.

CVV com
novo telefone

A partir de maio o CVV atenderá em novo telefone. O Ministério da Saúde instituiu o 188 como a linha gratuita para atendimentos em todo o território nacional. “Por isso, o ministério determinou a extinção das linhas locais e do 144 a partir de maio, e vai começar por Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Roraima, Piauí e Rio de Janeiro”, detalha o voluntário.

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Os números
na região

A prevenção e a assistência pela via do diálogo são as grandes missões do CVV, entidade de caráter internacional que opera em Criciúma desde fevereiro de 2004. “O suicídio segue alarmando, como um problema de saúde pública”, adverte Borges. “Estamos na era também dos colapsos de depressão que, se não bem cuidados, poderão levar a algo mais grave ainda”, observa.

Na região carbonífera, já foram sete casos de suicídios neste ano. Em 2016, 43. O recorde desde 1999, quando começou o monitoramento constante, foi em 2011, com 50 óbitos. "Embora os números preocupantes, as campanhas de conscientização vem ajudando, a resposta do CVV também, e o diálogo entre as famílias e os amigos. Precisamos tratar desse assunto para poder ajudar mais", finaliza Borges.

Casos de suicídios na região da AMREC:

Ano Quantidade 1999 24 2000 26 2001 34 2002 14 2003 27 2004 18 2005 22 2006 31 2007 37 2008 30 2009 35 2010 34 2011 50 2012 30 2013 46 2014 43 2015 47 2016 43 2017 7

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