Tigre
O desabafo de um baleado e a resposta da PM
Torcedor contou como foi alvo de uma bala de borracha durante tumulto no Heriberto Hülse
Por Redação Engeplus
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Alguns torcedores criticaram supostos excessos da Polícia Militar durante os tumultos da noite desta quarta-feira no estádio Heriberto Hülse, após o empate em 0 a 0 com o Figueirense pelo Campeonato Catarinense.
“Não sei o que eu fiz para levar uma bala de borracha na perna”, reclamou André Flores, freqüentador assíduo do Majestoso em jogos do Tigre. “Como pode uns policiais chegarem atirando em todos que estavam ali, se não houve conflito com a PM”, observou. André conta que havia um outro torcedor, perto do portão 3, discutindo com um PM, e dali teria partido a reação que atingiu ele e mais pessoas. “A torcida paga o erro e sofre na carne por incompetência da PM e paga por dois torcedores”, lamentou. “Tem policiais bons, mas tem despreparados também”, pontuou.
Em resposta, o comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Evandro Fraga, relatou que a ação se deu por conta do ataque de um torcedor a uma policial. “Ele tentou tomar a arma dela. Após abordagem verbal, foi necessário o emprego de munição não letal”, referiu o comandante. Segundo a PM, cinco torcedores foram conduzidos à Justiça Presente, que lavrou a denúncia de participação em desordem e desacato, que será encaminhada ao Ministério Público. “Solicitamos ao Criciúma as imagens para um procedimento interno visando apurar como se desenrolou a ação”, informou Fraga.
Quando ao torcedor ferido – que nada tem a ver com os conduzidos pela PM –, André reforçou que é bastante conhecido no estádio. “Pago minha carteirinha em dia”, desabafou o torcedor, reclamando que não recebeu atendimento adequado assim que foi baleado. E anunciou via redes sociais ao presidente Jaime Dal Farra que “cancelar minha carteirinha será uma honra”.



