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Obesidade mórbida

O drama de pesar 220 quilos aos 62 anos

Aposentada de Criciúma não consegue mais andar e passa por dificuldades financeiras

Por Redação Engeplus

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Foto: Vanessa Amando

Há pelo menos dois anos a aposentada Geni dos Santos Monteiro vive um drama. Aos 62 anos, ela pesa 220 quilos. Moradora de um condomínio popular no bairro Vila Manaus, em Criciúma, ela enfrenta problemas de saúde diariamente e passa por dificuldade financeira. Dona Geni lembra que tudo começou depois que ela teve pancreatite aguda e precisou fazer cirurgia para retirar o pâncreas e a vesícula biliar. Desde então, o corpo passou a inchar e a saúde ficou debilitada.

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Tarefas simples, como lavar louças, varrer o chão ou tomar banho, ficaram impossíveis. Hoje, a criciumense não consegue nem mais andar dentro de casa. Recentemente, até fazer as necessidades fisiológicas tornou-se um martírio porque ela não passa mais pela porta do banheiro. Para tudo isso, dona Geni conta com a ajuda de uma filha, Maria de Lourdes dos Santos Monteiro, de 40 anos, que saiu do emprego para ficar em casa com a mãe. Além delas, mais um filho de Geni e uma filha de Lourdes também moram no local.


Em outubro, dona Geni passou por um procedimento médico na perna e está em recuperação, com o auxílio de um enfermeiro da secretaria de Saúde de Criciúma. Entre as idas e vindas ao hospital, ela já ouviu de especialistas que a única solução para o seu caso é a redução de estômago, mas, para isso, ela precisaria estar melhor de saúde, a fim de evitar complicações. Se não bastasse isso, ela também afirma que está cada vez mais difícil pagar as contas.

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\"Com o meu aposento fiz o financiamento do Minha Casa, Minha Vida para comprar esse apartamento, mas o barato saiu caro, aqui só mora gente humilde, mesmo assim o condomínio já está em mais de R$ 200\", lamenta. Com as despesas do apartamento, energia elétrica, remédios e o parcelamento de uma cama de solteiro nova para ela, a aposentada conta que sobra em torno de R$ 100 no fim de cada mês. Por isso, a ajuda de outras pessoas nunca é negada pela família.


Comida, roupas de cama e produtos de limpeza estão entre os itens de maior necessidade, mas dona Geni tem um pedido especial. \"Hoje, fico o dia inteiro na sala, da cama para o sofá, do sofá para a cama. É desconfortável, ainda mais agora no Verão. O ideal seria ficar em uma poltrona, daquelas de vovó mesmo, onde posso elevar as pernas, me encostar, apoiar a cabeça\", destaca. Quem quiser ajudar pode ligar para o telefone (48) 9631-7468 e falar com Geni ou Lourdes.

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