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O esquema da pirataria para burlar a polícia

Por Redação Engeplus

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A ação da polícia de combate à pirataria e o estouro no último ano de vários laboratórios clandestinos de confecção de CDs e DVDs fizeram com que comerciantes e ambulantes mudassem suas estratégias.

Ontem, na orla do Rincão, eles circulavam com os produtos nas mãos. Inicialmente escondiam em mochilas ou atrás de expositores de óculos, de origem também questionável.

No entanto ao perceber o rápido consumo de filmes, desenhos e músicas, que ainda nem sequer chegaram ao mercado, deixaram a temerosidade de lado e circularam oferecendo os produtos na orla.

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Conforme um dos vendedores, o esquema de venda mudou. Ao invés de serem comercializados em lojas migraram para os balneários, nos finais de semana de temporada, bairros da cidade e municípios vizinhos. “No início do mês chego a faturar R$ 1 mil por dia, mas no final esse número cai para R$ 200. Passo de casa em casa, não deixo uma para trás”, afirmou rererindo-se as vendas em um município vizinho.

O esquema ainda envolve comerciantes. Caso o produto apresente defeito os consumidores podem trocar numa loja de brinquedos na Avenida Centenário, em Criciúma.

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Segundo o vendedor, um dos maiores fornecedores desse tipo de produto foi preso, mas já ganhou as ruas. “Ele foi descoberto e o laboratório desmontado”, argumentou. Questionado se já estaria produzindo novamente, não deixou dúvida. "É dele que a maioria compra os DVDs e CDs. Ele é o maior produtor e quem realmente ganha dinheiro."

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