O fenômeno da Fábrica de Costela

Por Daniela Niero - danielaniero@engeplus.com.br

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O fenômeno da Fábrica de Costela

Variedade em opções de carne. Pode ser picanha, alcatra, mignon, costela. Para quem preferir: frango, cordeiro ou um suculento suíno, com batatinha-frita, polenta, ambas sequinhas, um bolinho de aipim de dar água na boca, salada variada e uma deliciosa farofa amarelinha. Tudo isso acompanhado de uma caipirinha ou uma cerveja gelada, e o excelente atendimento, fazem da Fábrica de Costela um fenômeno.

Localizada na rua Barão do Rio Branco, no Centro de Criciúma, a casa está sempre lotada. “Trabalho duro, organização, qualidade e bom atendimento”, são alguns itens indispensáveis, segundo o proprietário, Luiz Carlos Pelegrin, para conquistar cada cliente dia após dia nestes 14 anos de história.

Fácil olhar o espaço atualmente, com grande fluxo de pessoas, garçons atenciosos, e achar que o começo não exigiu sacrifícios. Muito pelo contrário. No local onde hoje fica o restaurante funcionava uma fábrica de portas e janelas de madeira da família.

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Desativada, permaneceu fechada até que Luiz, que trabalhava na madeireira junto dos irmãos no Pinheirinho, largou o emprego, e com um sócio passaram a fazer costela e salada para os amigos no galpão encravado no coração da cidade.

O pai, um autêntico italiano, no começou não acreditou no ramo, afinal de contas, estamos falando de uma época em que as pessoas não tinham o hábito de almoçar fora. “Ele disse: não vai dar em nada, mas se tu quer tentar”, relembra o empresário sobre as palavras do patriarca.

Apostando no negócio, mesmo com os filhos pequenos e sem muito dinheiro para investimento, Luiz comprou a outra metade da empresa e passou a observar as necessidades dos clientes.Sem orçamento para melhorias, contou com o trabalho duro, a confiança sempre fiel da esposa Mari e credibilidade junto aos fornecedores.

“Era do trabalho para casa e da casa para o trabalho. Sem carro, sem lazer e só na força de vontade. Sempre honesto e trabalhando limpo, paguei tudo antes mesmo de vencerem os prazos” relembra.

Outro ponto creditado ao sucesso é a união familiar. Família que por sinal coloca a mão na massa, quer dizer neste caso, na carne. Marina, estudante de odontologia e Guilherme formado em psicologia trabalham duro junto ao pai. Mari, inseparável, está sempre ao lado. “Temos que observar as tendências, saber a hora de acelerar e a hora de diminuir a velocidade”, completa.

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