Caos
O malabarismo para manter o HSJ funcionando
UTI está com 18 pacientes. Novas internações não são aceitas desde as primeiras horas do dia
Por Redação Engeplus
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Com a suspensão de todas as internações e paralisação dos trabalhadores por conta do atraso dos salários, o Hospital São José (HSJ) vive um sábado caótico com a nova greve deflagrada. “Com tendência a piorar, pois todo início de greve a adesão é uma, e tende a aumentar com o passar das horas e dias”, informou o médico Raphael Elias Farias, diretor técnico do HSJ.
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está com 18 pacientes, dos 20 leitos disponíveis, e não serão aceitos novos internos. “Os funcionários que vieram trabalhar estão se desdobrando para dar conta”, reteirou o diretor. A adesão inicial à greve está em 30%. “Nas outras greves, houve setores que chegaram a ficar com um funcionário apenas. É o que estamos temendo venha a acontecer de novo”, projetou Farias.
O corpo clínico continua trabalhando normalmente. Mais uma razão de apreensão é a possível falta de medicamentos e outros materiais médicos a partir de semana que vem. “O fornecedor não vinha aceitando os atrasos nos pagamentos, e estamos com muita dificuldade de manter o estoque em dia. Ainda não está faltando, mas poderá sim começar a faltar na semana que vem”, confirmou. “A direção está muito apreensiva. A Prefeitura diz que não há dívida, mas no próprio Portal da Transparência estão lá, R$ 9 milhões em notas pedidas pela Prefeitura e não pagas. Eles devem sim”, arrematou o médico, compartilhando da tensão da direção do HSJ.



