Por Daniela Niero - danielaniero@engeplus.com.br
Em
Há quem vá em busca do famoso gefüllte, outros preferem o kassler e existem aqueles que contam os meses para apreciar o delicioso einsbein.
Para um bom alemão, as palavras soam familiares, para outros tantos, elas podem ser traduzidas, em marreco recheado, bisteca defumada e joelho de porco. Todas essas iguarias juntamente com mais de 40 pratos podem ser apreciados até o dia 18 no restaurante alemão na Festa das Etnias.
No restaurante, um dos mais movimentados nas edições do festejo, é que se pode comer o que existe de melhor em termos de gastronomia típica alemã. Há sete anos, a empresa contratada para preparar as refeições é a Buffet Haus, de Blumenau, responsável por fazer comida em três espaços na Oktoberfest e divuga-lá em eventos no país.
Estrutura para atender a demanda
Para dar conta de atender até 1.200 pessoas em um único dia a equipe vem de Blumenau e contrata mais funcionários em Criciúma. A estrutura é coisa de time grande. Além de funcionários, como cozinheiras e ajudantes da Buffet Haus, contratações foram feitas em Criciúma, totalizando 17 pessoas para dar conta de toda parte gastronômica.
É de Blumenau que vem um caminhão frigorífico com mil quilos de marreco, 800 quilos de joelho de porco, 150 quilos de costelinha de porco. Em outro veículo, são trazidos equipamentos e utensílios como fogões, fornos, panelas, pratos, talheres, para atender com eficiência os apreciadores da comida germânica. Um total de 13 tipos de carne, 17 de salada, nove pratos quentes e quatro sobremesas, são alguns dos itens, dos 50 elaborados, enumera Acássio Pereira, responsável pelo buffet.
A necessidade da profissionalização
Valmor Zimmermann, sua esposa Maria Salete e Helena Wessler Stachowoski, membros da união das etnias, contam que chegou um momento em que tiveram que profissionalizar e terceirizar a comida. “Ou fazíamos isso ou desistíamos”, relata Valmor. “Era muito difícil contratar cozinheiras e ajudantes da região que soubessem fazer em qualidade e tamanha quantidade a comida alemã de difícil produção”, segundo ele.
Questionado se teria saudades da antiga quermesse feita no Centro, aos 71 anos, e em sua 22ª festa, ele é taxativo. “Nenhuma”, diz. Relembra da sujeira que tinham que limpar após a festa e da falta de estrutura. “Quando chovia, corríamos com vassouras e sacudíamos os toldos para que a estrutura não caísse”. Questionado do que sente falta nestes anos de festas revela com bom-humor, “ dos meus 22 anos a menos”. “Nossos clientes são fiéis. Eles sempre voltam no ano seguinte. Alguns almoçam e jantam aqui todos os dias”, afirma.
O sonho do sexagenário é um espaço adequado em que cada etnia possa colocar sua própria música. Mas isso é algo perto de se tornar realidade, segundo ele, com a construção do Parque das Nações, na Próspera.



































