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Série B

O que ainda falta para o Tigre ideal

Por Redação Engeplus

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Foto: Arquivo Engeplus

Passados 17 jogos no comando do Criciúma, e carregado por um otimismo com pés no chão para o segundo turno do Campeonato Brasileiro, o técnico Luiz Carlos Winck reconhece o que ainda falta mas prestigia seu elenco. “Estamos indo bem quando o coletivo funciona. Se alguma peça deixa a desejar naquele dia, não nos saímos tão bem. Somos um time que depende muito do coletivo”, define.

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Para Winck, ainda falta um “algo mais” entre as opções de meio campo para o Criciúma. “No grupo temos uma característica de jogadores para esta função, mas eu queria mais um com outra característica”, refere o treinador. “Precisamos de mais qualidade para reposição”, reconhece. “As lesões também atrapalharam”, emenda.

Firme no trio de ataque

Sobre os atacantes, o técnico tricolor mantem a convicção de escalar três entre os titulares, e com a resposta na ponta da língua. “Fazemos recomposição de linhas, baixamos as linhas do lado para complementar duas de quatro, algo muito usual hoje em dia”, observa. “Silvinho e Caio estão ajudando muito na questão defensiva mas sei que às vezes vão pecar, daí precisaremos da cobertura”, pondera, lembrando o papel de volantes e zagueiros.

Winck lembra, ainda, que a oscilação dos atacantes é outro fator a ser levado em conta. “Esse oscilar é algo que precisamos arrumar, que acontece em um campeonato de longo curso mas quanto mais contornarmos isso, melhor”, aponta, em menção clara a Lucão e Silvinho.

Sobre Caio Rangel, Winck faz um comentário interessante. “Ele é titular, mas entra melhor do que sai jogando, pega o adversário mais cansado, você consegue mudar o jogo com ele entrando, mas com ele iniciando é mais difícil essa mudança”, avalia. “Mas ele é um menino, às vezes toma decisões erradas no jogo, tem a hora do passe, a hora do drible, da finalização, mas é normal”, acrescenta.

A volta de Fabinho Alves, que está retornando de lesão, é mais uma opção elogiada por Winck. “Ele vinha bem e sofreu a lesão. Agora está voltando, vamos ver a condição dele nos treinos”, diz.

Necessidades na defesa

A ausência do zagueiro Raphael Silva expôs algumas dificuldades do Tigre nas últimas partidas. “Ele casou muito bem com o Édson Borges, que se sente mais confiante, se completa com o Raphael”, destaca Winck. “Um é de força, outro mais técnico, um mais lento, outro rápido”, complementa.

Com a provável ausência de Raphael diante do Oeste na sexta-feira – o defensor volta de lesão e deverá ficar no banco por falta de ritmo – o técnico vai optar por Nino e Édson Borges, com Maicon Silva e Diego Giaretta nas laterais. “O Giaretta é um improviso, daí a necessidade de contratar um lateral esquerdo, ainda mais com a lesão do Márcio Goiano agora”, referiu Winck.

Fisicamente é preciso melhorar

Winck considera algumas dificuldades físicas que o time vem enfrentando. “Fizemos avaliações e há alguns jogadores do setor de meio que terão que trabalhar um pouco mais”, informa, sem mencionar nomes. Os volantes Barreto e Jocinei deverão ser alguns casos, embora o técnico não confirme.

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“Alguns estamos dando um melhor condicionamento nesse tempo até sexta, com outros vamos usar as duas semanas livres que teremos daqui uns dias nesse pequeno recesso da Série B”, detalha o técnico. “Só não poderemos forçar muito para não causar lesões. O nível que a gente queria mesmo não vamos alcançar”, lamenta.

Autoestima, a maior conquista

Quando Winck chegou o Criciúma era o lanterna da Série B após três derrotas em três jogos. Somou um ponto nos seis primeiros disputados, e foi começar a deslanchar a partir da sexta rodada. Aí começou a entrar em campo o principal “reforço” do Tigre até aqui. “A autoestima. Inegável que essa superação, de sair do zero para 26 pontos em um turno, foi espetacular e deveu-se muito a isso”, enaltece

“Sair da zona de rebaixamento foi uma dificuldade, chegar no meio da tabela e se manter ali foi bom. Agora é trabalhar para um objetivo maior no segundo turno”, destaca o técnico tricolor.

Nesta arrancada residiu a maior dificuldade que o técnico encontrou no Criciúma. “A autoestima estava baixa e a equipe jogava de uma maneira que eu não gostava para o tipo de competição, muita posse de bola mas sem agredir o adversário”, analisa. “O Deivid tinha uma filosofia que eu respeito mas quando você adianta muito a linha defensiva gera a jogada em profundidade do adversário, então procuramos estabilizar um pouco a defesa. Precisamos reencontrar esse equilíbrio”, antecipa.

Pés no chão ao fazer as contas

Se dizendo realista com o momento e as perspectivas do Criciúma na Série B, Winck reconhece que vencer a barreira dos 45 pontos será a primeira conquista. “E essa é a grande conquista de todos na B à exceção do Inter que tem a obrigação de ser campeão”, enfatiza.

O técnico entende que as três vitórias já conquistadas fora de casa, a mais recente diante do Santa Cruz, recuperaram as três derrotas em casa, para América (MG), Santa Cruz e Brasil de Pelotas. “Mas claro que aquele resultado contra o Brasil nos prejudicou muito”, lamenta, lembrando a sua única derrota em casa com o Tigre.

“Nós temos 54 pontos para disputar, temos que administrar, podemos perder no máximo 20 para chegar sonhando na reta final. Se ganharmos 12 pontos nos próximos 15, com três jogos em casa, vamos ganhando corpo”, conclui.

O Criciúma volta a campo nesta sexta-feira, às 20h30min, contra o Oeste, no Heriberto Hülse.

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