Espaço empreendedor
O sonho do negócio próprio vai bem, obrigado!
Proprietários do TopDog comemoram o sucesso do famoso 'Dogão' ao lado da Unesc
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Um trailer, uma prensa e três anos de economias. Esta foi a receita para o casal João Paulo Medeiros, 27 anos de idade, e Bruna Hahn, 29 anos, alcançar o sonho de ter um negócio próprio. E o negócio não poderia ser melhor: um trailer de cachorro-quente ao lado da Unesc e dos tradicionais bares frequentados pelos estudantes após as aulas.
O TopDog nasceu há três anos. E nem mesmo os proprietários esperavam tamanho sucesso. Mas para contar a história do TopDog é necessário voltar seis anos no tempo, quando João Paulo mudou de Jaguaruna para Criciúma. Na Capital do Carvão, ele trabalhava em postos de combustíveis como operador de caixa. Já Bruna atuava como vendedora.
Então veio a ideia de um negócio próprio. Com a ideia, também vieram três anos de economia, tudo para realizar o sonho.
Sempre tive vontade de colocar um negócio próprio, mas para colocar tem que ter dinheiro. E trabalhando de empregado é complicado para montar alguma coisa. Então juntei dinheiro durante três anos e acabei indo para a rua. Quando fui demitido tinha o dinheiro guardado. Aí decidi não trabalhar mais de empregado
João Paulo Medeiros, proprietário do TopDog
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Ele e a esposa juntaram as economias com a rescisão obtida no posto de combustível e foram atrás do sonho. Com o desejo de montar um trailer de lanche, compraram o equipamento necessário e localizaram um ponto ideal. E que ponto. Próximo da Unesc, costumam pegar os estudantes famintos no pós-aula. Também próximo dos bares, a clientela se estende para a turma que gosta de uma festa após os estudos.
“Hoje vivemos só disso. Não dá para fazer outra coisa. Vendemos mais de quatro mil cachorros-quentes por mês. É muito trabalho. Somos só nós dois, mas já dá para viver só disso. Vendemos essa quantidade só ali. Trabalhamos de segunda a sexta neste ponto. Não fazemos eventos e sábado e domingo não trabalhamos. Fazemos na base de mil lanches por semana”, comemora João Paulo.

O sucesso, claro, não está ligado somente a organização e planejamento. O produto também tinha que ser bom, e é. Cachorro-quente tradicional, aquele mesmo com pão, salsichas (duas), milho, batata palha, etc. Também tem com bacon, coração, frango, calabresa, ou tudo junto e misturado, fica a gosto do cliente. Caso não goste do “dogão”, também tem a opção xis burguer.
“Eu já comi cachorro quente em muito lugares, mas não querendo me achar, o meu lanche é o melhor que comi. E ainda como, mesmo depois de três anos eu não enjoei. No começo o lanche já era bom, as pessoas elogiavam, mas com o tempo você vai conhecendo produtos melhores, vai mudando alguma técnica. Com certeza melhorou bastante”, gaba-se João Paulo, que além de administrar o negócio ao lado da esposa também é o chapeiro.
Futuro prevê tele-entrega
Com o sucesso do TopDog, o casal já planeja o futuro. E no porvir mais pessoas podem ser alcançadas. A ideia é iniciar as vendas por tele-entrega. Depois abrir um novo trailer e, quem sabe, uma sala para o TopDog. “Tenho vontade de colocar uma tele-entrega, mas ainda não tenho espaço dentro do trailer. Então fica complicado. Como temos muito movimento teríamos que contratar outra pessoa. Também tenho vontade de colocar outro trailer, mas como neste ano o Brasil não está muito legal, o pessoal que entende de economia recomenda não abrir nada por enquanto. Então vou ficar quietinho no meu canto. Quem sabe mais para frente eu abro algo, quem sabe até uma sala, mas o meu trailer eu não tiro dali”, explica João Paulo.

Eu achava que ia vender, mas não achava que seria bastante. A ideia era trabalharmos durante o dia, pelo menos um dos dois, e a noite trabalhar no lanche. Pensei que venderia uma coisa e vendi outra. Pensar em voltar a trabalhar de empregado é impossível. Não tem como. Teve meses que praticamente ganhei quinze vezes mais do que quando trabalhava de empregado no posto. É descartada a hipótese de voltar a trabalhar de empregado
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O conselho do casal para quem quiser empreender é simples: 1) entenda do negócio e 2) tenha capital de giro. No caso deles, ainda não há necessidade de funcionário, no entanto, mesmo que tivessem, eles saberiam trabalhar na ausência do chapeiro, do atendente… e o mesmo vale para quem tem outros modelos de negócio.
O segundo ponto levantado por João Paulo também é importante. O planejamento e a economia levantada antes de abrir o negócio foi essencial no início, sobretudo diante da interrogação de como seria o faturamento inicial do TopDog.
“A primeira coisa é entender do negócio. A pessoa que coloca o negócio não pode ficar refém de um funcionário. Vamos supor que eu coloque alguém para fazer lanche, mas ele não vem e eu tenho que fechar porque não sei fazer lanche. E outra coisa, aconselho quem for colocar algo, tem que ter um capital de giro. Vai que coloque o negócio, nos primeiros meses seja fraco e você não vai ter de onde tirar. Então meu conselho é ter um capital de giro”, argumenta.
Para quem deseja conhecer o TopDog, ele fica aberto de segunda a sexta-feira, na esquina da rua São Domingos com a Imigrante Meller, no bairro Universitário.
Hoje posso dizer que estamos realizados e gostamos muito do que fazemos. Ela (Bruna) está muito contente, pois não era fácil viver com o salário que pagavam no comércio. Hoje temos nosso próprio apartamento, que está praticamente pago, e um carro bom e pago também



