criciúma
Odelondes pretende voltar atos administrativos para a sociedade
Candidato do Psol defende hospital e universidade pública para população
Por Redação Engeplus
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Odelondes de Souza (Psol) está na sua terceira candidatura a prefeito de Criciúma. Neste pleito, tem como vice-candidato, Rodrigo Maciel (PCB). Ambos pretendem voltar os seus atos administrativos para a sociedade. “Quero que a evolução do homem chegue a todos, ou seja, saúde e universidade pública para a sociedade”, exemplifica Souza.
O candidato relata que o mundo está sendo gerado por um sistema capitalista desumano. “Precisamos humanizar as cidades, fazer com que as pessoas tenham oportunidades e o capitalismo não tem feito isso”, observa.
Na avaliação do candidato, enxugar a máquina pública é um dos primeiros desafios do novo prefeito. “A prefeitura possui um déficit de R$ 5 milhões todos os meses. Temos uma dívida acumulada de precatórios de R$ 180 milhões. Precisamos enxugar essa dívida e para isso temos que mudar a forma de gestão. O primeiro passo é não levar essa montoeira de secretários para o paço municipal”, alerta.
Segundo Odelondes, é o servidor público que faz os encaminhamentos na prefeitura. Já os secretários ficam durante o mandato, ganham um salário elevado e depois saem. “Precisamos que o servidor eleja um coordenador no seu departamento, evitando o gasto exagerado com altos salários e trabalhando com a realidade do seu setor: educação, saúde, entre outros”, coloca.
Criar um diagnóstico social por região para saber o que pode ser feito pela cidade é fundamental, de acordo com Odelondes. “Com isso é possível planejar o município, portanto, a administração pública fazendo a gestão e o povo participando através de conselhos, entidades, associações, movimentos”, salienta.
Não tendo muitos recursos, Odelondes classifica sua campanha como franciscana. “Estamos indo nos bairros, nas fábricas, aproveitando os debates. Precisamos criar uma cultura de reivindicação e de que é possível realizá-la. Se a sociedade não está preparada para discutir hospital público, por exemplo, achando que está muito distante dela, respondemos que é possível. Acreditamos na mudança”, finaliza.
