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Olesc: Gêmeas se destacam na arbitragem do handebol

Dupla é considerada uma das grandes revelações da arbitragem catarinense

Por Redação Engeplus

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Foto: Com informações de Antonio Prado/Comunicação Fesporte

As irmãs gêmeas Bruna e Renata Garcia, de 25 anos, se destacam nos jogos de handebol dos Jogos da Juventude Catarinense (Olesc), em Criciúma. As árbitras, pertencentes ao quadro nacional da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), chamam a atenção do público. Porém, poderiam formar um trio de árbitras, pois na verdade elas são trigêmeas. Como isso não é possível no handebol, que é apitado por uma dupla, a outra irmã, Gabriela, ainda aguarda uma parceira para formar a sua dupla.

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Bruna e Renata já estão há mais tempo apitando juntas e, hoje, são consideradas as grandes revelações da arbitragem catarinense. Seguras, sérias e disciplinadoras em quadra, começaram no handebol aos 12 anos de idade, em Balneário Camboriú, terra natal e onde moram até hoje, depois de uma passagem rápida pelo tênis de mesa. “Começamos nos Jogos Escolares de Balneário Camboriú a praticar o handebol como atletas depois de descobrir que a modalidade era muito mais emocionante, de muito mais contato físico, que o tênis de mesa”, revela Bruna.

Como atletas, um bronze nos Jasc

Como atletas, começaram em uma etapa regional dos Jogos Escolares de Santa Catarina aos 13 anos, carreira que perdurou até 2013, ano em que já conciliavam o dia a dia nas quadras com a arbitragem. No período, chegaram até a disputar uma liga nacional, em 2010 e 2011, pelo time de Itapema. No âmbito estadual o voo mais alto foi um terceiro lugar nos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) de 2011, em Criciúma, novamente atuando por Itapema: Bruna como ponta direita e Renata como pivô.

Entretanto elas admitem que, como atleta, o destino não foi tão generoso, o mesmo não se pode dizer da carreira na arbitragem. Os ventos começaram a soprar a favor em 2013, quando tiveram que escolher entre as duas funções. “Já não conseguíamos conciliar as duas coisas e tivemos que optar”, revela Renata.

Em 2012, decidiram fazer um curso de arbitragem pela Federação Catarinense de Handebol (FCHb) e passaram com louvor. A partir daí, Bruna, Renata e Gabriela arbitraram jogos no âmbito estadual, sempre chamando a atenção tanto pela disciplina, quanto pelo fato de serem trigêmeas.

Há dois meses, o ápice da carreira

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Há cerca de dois meses, viveram o ápice da carreira, quando foram indicadas pela FCHb para fazer um curso de arbitragem pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) em São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais. Após realizarem as provas teóricas, Bruna e Renata foram para as provas práticas: apitar jogos do Campeonato Brasileiro Cadete Feminino, que estavam sendo realizados na cidade. Apitaram quatro partidas e atuaram tão bem que foram escaladas pela comissão de arbitragem da CBHb para comandar a final.

“Nossa, foi surpresa total, um prêmio por tudo que já batalhamos no handebol”, conta Renata. “Nesse momento, vimos que fizemos a escolha certa, de deixar a carreira de atleta pela arbitragem”, completa Bruna. As duas revelam que o maior sonho é entrar para o quadro da Federação Internacional de Handebol, a IHF (sigla em inglês), e um dia apitar um Mundial ou as Olimpíadas.

Enquanto o sonho não vem, elas miram algo bem mais próximo: apitar a fase estadual dos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC) em novembro, na vizinha de casa Itajaí, já que até o momento atuam apenas nas fases regionais da principal competição do Estado.

“Se as coisas caminharem como estão se desenhando, essas meninas logo entrarão para o quadro da Federação Internacional de Handebol”, elogia Eder Martins, presidente da Federação Catarinense de Handebol. “Elas são as maiores revelações dos últimos anos do handebol catarinense e acredito que no futuro darão muitas alegrias para a arbitragem brasileira”, finaliza o dirigente.

Opinião que é partilhada pelos atletas que costumam ter partidas apitadas pelas gêmeas: “Elas são boas árbitras, conseguem impor respeito e erram pouco. E isso é muito bom para um jogo de handebol", avalia Eduardo Grassi, armador esquerdo da equipe de Urussanga que disputa a Olesc.

Com informações de Antonio Prado/Comunicação Fesporte

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