Greve no transporte
Ônibus intermunicipais também estão sendo paralisados
Rodoviária de Criciúma é ocupada por trabalhadores em greve
Por Redação Engeplus
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A greve dos trabalhadores do setor de transporte coletivo de Criciúma e região ganha força e, nesta terça-feira, os ônibus que fazem as linhas intermunicipais também estão sendo paralisados. A adesão de motoristas e cobradores dessas linhas começou a acontecer por volta das 13 horas de hoje, quando um grupo de grevistas ocupou a rodoviária da cidade a pedido dos funcionários de algumas empresas.
"A ação de hoje na rodoviária não estava programada pelo comando de greve. Eles nos chamaram porque entendem que estamos lutando por melhorias que também irão beneficiar eles", explica o representante do movimento sindical, Célio Elias. Além das empresas Expresso Forquilhinha, Critur e ZTL, a intenção é parar também a circulação de ônibus das empresas Içarense, São José, Rio Maina e São Marcos, ambas por tempo indeterminado.
Somente os veículos que fazem linhas interestaduais poderão entrar e sair da rodoviária, já que, conforme Elias, a greve e possíveis negociações compreendem apenas os trabalhadores da Associação de Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Ele afirma que em torno de 700 a 800 funcionários já aderiram à greve. A Polícia Militar e a Guarda Municipal acompanham a movimentação no local.
Moradora de Siderópolis, Conceição Mafra foi pega de surpresa pela paralisação. Ela embarcou em um ônibus em Siderópolis às 13 horas e desembarcou na rodoviária de Criciúma porque tinha uma reunião na cidade. Acreditando que estava tudo normal, ela foi surpreendida com a informação de que não teria ônibus para voltar para casa. "Ninguém informou nada, meu ônibus seria às 15h30min, mas agora vou ter que arranjar uma carona para ir para casa", lamenta.
Elias pede que a população tenha paciência e alega que trata-se de um movimento legítimo dos trabalhadores. "Tem pessoas que trabalham até 12 horas por dia, às vezes, e recebem R$ 1,2 mil de salário no fim do mês. Cadê a justiça social nisso? Sem contar que o transporte em Criciúma é através de concessão pública, então as empresas têm que garantir o direito de ir e vir dos cidadãos, mas com boas condições aos funcionários. O Poder Público tem que cobrar isso também. Continuamos aguardando uma manifestação das empresas e da prefeitura", salienta o sindicalista.
O prefeito Márcio Búrigo, inclusive, divulgou uma Nota Oficial com uma declaração sobre a greve no transporte coletivo. Confira abaixo:
"Nossa posição, diante do estado de greve dos trabalhadores do transporte coletivo, é a de intermediação para que seja encontrada uma solução o mais rápido possível e que o transporte coletivo volte à normalidade. Estamos mantendo diálogos constantes com as partes na busca de um entendimento. Não iremos descansar enquanto não tivermos uma solução."



