Operação Caronte: Bruno Ferreira e mais três investigados passarão por audiência na próxima semana
Desdobramento
O processo está em segredo de Justiça

O ex-secretário de Assistência Social e Habitação de Criciúma, Bruno Ferreira, e mais três pessoas presas durante operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) no último dia 5 e agosto, passarão por audiência na próxima quinta-feira, dia 29, no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A pauta do julgamento será os pedidos de revogação de prisão preventiva dos acusados presos, incluindo Bruno Ferreira, que está detido no presídio Santa Augusta, em Criciúma.
“Trata-se exclusivamente da análise dos pedidos de revogação da prisão preventiva, ou seja, não serão tratados de assuntos referentes à denúncia e sim, exclusivamente sobre a motivação da manutenção das prisões. A defesa segue confiante na desnecessidade de manutenção da prisão preventiva”, explica o advogado de Ferreira, Leandro Alfredo da Rosa, em entrevista ao Portal Engeplus.
Conforme o advogado, o ex-secretário de Assistência Social e Habitação de Criciúma prestou depoimento junto aos Promotores de Justiça. “Ele não causou qualquer óbice à investigação desde o início, que remonta 2023, possibilitou acesso a documentos e prestou todos os esclarecimentos feitos”, garantiu. “Acredito que tenha condições de responder em liberdade sem causar qualquer prejuízo ao andamento do processo”, acrescentou.
A esposa de Ferreira está grávida de oito meses e o advogado comenta o fato. “Esperamos que ele possa ter esse direito de se defender e também ajudar a esposa nesse momento importante”, analisou.
Segundo o advogado, o processo está em segredo de Justiça e mais detalhes sobre investigados e da Operação Caronte não poderão ser divulgados. A reportagem do Portal Engeplus entrou em contato com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sobre a operação e denuncias, porém, o órgão não se manifestará sobre o caso.
Entenda o caso
Ao todo, a operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva, incluindo a de Ferreira, e 38 mandados de busca e apreensão, além do afastamento do cargo público de dois investigados - um deles o vereador Daniel Antunes (União).
As ações, com apoio do Grupo Especial Anticorrupção (Geac), aconteceram nas cidades de Criciúma, Florianópolis, Içara, Itapema, Jaraguá do Sul, Palhoça, São José, além de Itati (RS). O objetivo, segundo o MPSC, é combater a atuação de possível organização criminosa que visava a prática de delitos contra administração pública, licitatórios, lavagem de dinheiro, dentre outros.
Os presos foram submetidos ao exame de corpo de delito e encaminhados para audiências de custódia. As diligências contaram com o apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina para agilizar a confecção e conclusão dos laudos periciais com a extração das evidências digitais dos materiais apreendidos. A investigação tramita atualmente em segredo de justiça.
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