Justiça

Operação Caronte: desembargadora flexibiliza cautelares de Bruno Ferreira e outros investigados; entenda

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Ex-secretário de Assistência Social não está mais utilizando tornozeleira eletrônica

Por Rafaela Custódio29 de novembro de 2024 3 min de leitura
Divulgação/Redes Sociais/Arquivo

A desembargadora Cinthia Schaefer, da Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), aceitou o pedido de flexibilização das cautelares impostas para o o ex-secretário de Assistência Social de Criciúma, Bruno Ferreira, e também para outras pessoas envolvidas na investigação da Operação Caronte, que foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) e que apura crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias e contratuais, corrupções, crimes contra a ordem econômica e economia popular envolvendo a concessão de serviço funerário na cidade de Criciúma.

Assim como prefeito Clésio Salvaro (PSD), o ex-secretário Bruno Ferreira (PSD) virou réu no processo da Operação Caronte. Ele teve a prisão preventiva revogada há 45 dias. E dentre as medidas cautelares aplicadas para permanecer em liberdade, estava o uso da tornozeleira eletrônica, não ter contato com as pessoas acusadas e testemunhas arroladas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), não acessar órgãos públicos municipais, não acessar redes sociais e não conceder entrevistas. Mas, isso mudou nessa quinta-feira, dia 28.

“A desembargadora e relatora, Cinthia Schaefer, analisou o pedido apresentado pela defesa do Bruno, junto com outros pedidos também já feitos pelos outros acusados. A desembargadora analisou todos de uma vez só, todos num bloco, porque já haviam vários pedidos feitos, e revogou algumas cautelares e flexibilizou outras”, detalha o advogado do ex-secretário, Leandro Alfredo da Rosa.

Entenda as flexibilizações

O advogado de Ferreira explicou as flexibilizações. “Foi revogado o monitoramento eletrônico, que é o uso da tornozeleira. Então, no início da noite de ontem, o ex-secretário Bruno já estava sem a monitoramento. A outra cautelar de não acessar redes sociais e considerar entrevistas, essa foi flexibilizada. Foi flexibilizada no sentido de pode acessar redes sociais, pode eventualmente considerar entrevistas, mas não pode falar sobre o processo, nem sobre a investigação, nem nas redes sociais, nem nas entrevistas. E acessar órgãos públicos municipais também foi flexibilizado. Ele pode acessar alguns órgãos públicos municipais com exceção da prefeitura municipal e da Câmara de Vereadores. Então, foi uma revogação e duas flexibilizações para que possa continuar o processo, responder a ele, mas com um pouco mais de liberdade para poder exercer a profissão dele, que atualmente ele está advogando”, pontua. O ex-secretário postou um vídeo nas redes sociais, confira abaixo:

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