Polícia Civil
Operação em Urussanga cumpre 27 mandados judiciais com sete afastamentos e duas prisões temporárias
Um vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo
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A ação da Polícia Civil desencadeada na manhã desta segunda-feira, dia 13, em Urussanga, investiga crimes contra a Fundação Ambiental Municipal de Urussanga (Famu) e cumpre 27 mandados judiciais. Trata-se da Operação Hera, responsável pelo cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, sete afastamentos cautelares de função pública, duas prisões temporárias, além da quebra de sigilo de aparelhos telefônicos. Durante as diligências, um vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
A investigação está sob coordenação do delegado Ulisses Gabriel, titular da Delegacia de Polícia da comarca de Urussanga e acontece em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Urussanga. São alvos da investigação empresas privadas, residências particulares, além de duas secretarias municipais, o setor de licitação da prefeitura e a Famu.
“A operação de nome ‘Hera’, tem por objetivo investigar crimes praticados no âmbito do setor público municipal. Estão sendo cumpridos 27 mandados judiciais. Desencadeamos a operação com 100 policiais civis visando combater esses possíveis crimes praticados na gestão pública municipal, em especial por diversos servidores públicos e agentes políticos em concurso com agentes e empresas privadas”, explica o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em julho de 2021 para apurar crimes de extravio ou sonegação de documento público, corrupção passiva, prevaricação, crimes ambientais e organização criminosa. O valor dos contratos que estão sendo investigados gira em torno de R$ 1 milhão.
“Logo após o início das apurações, constatou-se a suspeita da possível prática de mais crimes no âmbito do município de Urussanga, com a participação de membros do Poder Legislativo de Urussanga. Ao longo da investigação, foram identificados possíveis crimes de peculato, extravio ou sonegação de documento público, corrupção passiva, prevaricação, crimes ambientais, crimes licitatórios, advocacia administrativa e organização criminosa”, informa a Polícia Civil.
Além da Delegacia de Polícia de Urussanga, também participam da operação policiais civis de Laguna, Tubarão, Araranguá e Criciúma, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Criciúma. Cerca de 40 testemunhas ainda serão ouvidas na investigação. O nome da operação, “Hera”, é em referência a deusa da natureza, fazendo referência ao início das investigações junto à Famu.



