Operação que desarticulou grupo criminoso iniciou após cumprimento de mandado em cela de presídio no RS

Ao todo, 145 medidas cautelares estão sendo executadas em 18 municípios do RS e SC

Por

Em
Operação que desarticulou grupo criminoso iniciou após cumprimento de mandado em cela de presídio no RS
Foto: Divulgação/Polícia Civil-RS

A investigação que originou a Operação Turrim, deflagrada na manhã desta terça-feira, dia 29, e que já prendeu 52 investigados, iniciou há um ano com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no interior da cela de um detento de alta periculosidade, na Penitenciária Estadual de Montenegro. Isto é o que revela a 2ª Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DIN) do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc/RS), órgãos envolvidos na operação.

Além dos 52 investigados detidos, a operação também apreendeu 21 armas de fogo, entre pistolas, revólveres e espingardas, carros de luxo, munições, celulares, dinheiro e drogas. Ao todo, a operação busca cumprir 65 mandados de prisão, 48 de busca e apreensão, 24 bloqueios de contas bancárias e cinco sequestros veiculares, com o pedido para uso provisório de três deles como viaturas descaracterizadas. A operação se estende por 18 cidades, localizadas no Extremo Sul catarinense, na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS), e no litoral Norte gaúcho.

Após o mandado cumprido na Penitenciária Estadual de Montenegro, a investigação descobriu a existência de uma associação criminosa armada. “Muito bem estruturada, especializada no cometimento dos crimes de tráfico de drogas, homicídios qualificados e porte ilegal de munições e armas de fogo, com base no município litorâneo de Torres (e seus arredores - Mampituba, Três Cachoeiras e Morrinhos do Sul), mas com ramificações também no Estado vizinho de Santa Catarina (Passo de Torres, Praia Grande, Araranguá e São João do Sul)”, afirma a Polícia Civil.

Continua após anúncio
Fim do anúncio

Os mandados estão sendo cumpridos simultaneamente nas cidades gaúchas de Porto Alegre, Viamão, Cachoeirinha, São Leopoldo, Alvorada, Novo Hamburgo, Lajeado, Campo Bom, Estância Velha, Capão da Canoa, Morrinhos do Sul, Torres, Três Cachoeiras e Mampituba. Também nas cidades catarinenses de Araranguá, Praia Grande, Passo de Torres e São João do Sul. Entre os presos preventivamente estão dois empresários e um advogado criminalista.

“Segundo o que se pode apurar, dois dos principais alvos da ofensiva policial deflagrada hoje - empresários do ramo imobiliário e de gastronomia - exerciam funções de liderança no grupo criminoso, tendo ocorrido execuções de desafetos e de traficantes de facção rival, justamente com o intuito de monopolizar a venda de entorpecentes na região litorânea gaúcha”, explica a Polícia Civil.

Lucro para cobrir ‘regalias’

A investigação também apontou que o grupo é responsável por pelo menos cinco homicídios qualificados. E que 11 dos envolvidos já estão presos e utilizavam os lucros para obterem regalias nos presídios. Um dos principais alvos da operação, um homem de 34 anos, considerado o ‘gerente’ do grupo, já está detido na Penitenciária Modulada de Montenegro, e possui seis indiciamentos por homicídio qualificado, além de antecedentes policiais por associação para o tráfico de drogas, associação criminosa, coação no curso do processo, corrupção de menores, furto qualificado e ameaça.

“Mesmo estando no sistema penitenciário, na data de hoje fora executado novo mandado de prisão preventiva em seu desfavor, dessa feita em decorrência da presente investigação”, se pronunciou a Polícia Civil.

Ao todo, 300 policiais civis participaram da ação. Entre eles estão agentes do Denarc e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) do Rio Grande do Sul, da Delegacia de Polícia de Torres e da Polícia Civil de Santa Catarina.

Receba as principais notícias de
Criciúma e região em seu WhatsApp.
Participe do grupo!

Clique aqui

Confira mais de Segurança