Opinião
Opinião - As festas de final de ano e as leis
Por Redação Engeplus
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Com certeza o final de ano é a época certa para descontrair, para se acalmar por a cabeça em ordem, relaxar e curtir esse precioso espaço de tempo que o calendário nos proporciona! Tudo muito certo, muito ”beleza” se não fosse por um motivo: A Instauração de um estado de descumprimento generalizado das leis em vigor sejam elas de que ordem forem; sociais, morais ou judiciais.
Parece que no final de ano ou em situação de festividades, todos nós entendemos que as leis são abolidas, que tudo pode que nada é “pra valer”, afinal “tudo é festa”! Não é assim mesmo? Até parece, que nos mudamos para outro país chamado “Tudopode”, nosso vizinho, que fica localizado principalmente ali nas praias que são os lugares onde grande parte da população “que vota, exige seus direitos e quer ser respeitada” vai festar!
Diante dessa constatação, vemos todos os tipos de barbaridades e abusos cometidos por pessoas das mais variadas idades, mas principalmente os jovens que abusam de tudo: Do som alto, da alta velocidade, do excesso no consumo de bebidas, da falta de atenção e respeito para com os mais velhos, da falta de educação no trato com as pessoas, do descaso com o ambiente descartando lixo de toda a espécie nas ruas e locais públicos, dirigindo sem respeitar nenhuma lei de trânsito, estacionando onde é proibido, falando todo o tipo de palavrão e fazendo baixarias de toda a espécie!
Com essa constatação, acabamos descobrindo uma informação muito importante que se chama “Incapacidade dos pais educarem seus filhos”!
Os pais de hoje, proporcionam aos seus pimpolhos, todos os tipos de conforto e tecnologias que os tornam os maiores, os melhores, os mais bonitos (exteriormente), porém totalmente ocos, totalmente vazios de princípios morais e regras sociais!
Resultado? Um bando de pessoas jovens (outras nem tanto), totalmente fora dos padrões sociais aceitáveis, estúpidos, mal educados, grosseiros, abusados, cheios de direitos e sem nenhum ou quase nada de deveres ou responsabilidades. Isso vem à tona principalmente quando reunidos em grandes grupos, nas “raves” ou “baladas” onde tudo pode, desde sexo desvairado a consumo de drogas e excesso de consumo de álcool e palhaçadas ou brincadeiras com carros envenenados ou não, pouco valorizando as suas vidas e as dos outros ao saírem desses locais dirigindo embriagados ou como se diz “turbinados”!
E se alguém achar ruim questionar ou chamar a policia, ficam “indignados e saem pra porrada”! Parece ser uma geração no cio, que TEM que se mostrar, TEM que parecer, TEM que ter tudo, TEM que mostrar o que ele e elas as vezes não tem! Mas o que realmente deveria se esperar dessas pessoas, seria no mínimo um pouco de educação, um pouco de respeito para com a sociedade de onde ela ou ele é oriundo, onde estão seus pais, seus parentes, seus amigos, pais de seus amigos e amigos de seus pais.
Mas não; fazem questão absoluta de se projetarem com o máximo de arrogância de estupidez de falta absoluta de dignidade social ou moral por certamente, não terem recebido isso de seus pais! Talvez seja o reflexo da educação que a escola hoje proporciona aos alunos em geral, na qual o Civismo, o respeito e boa educação, e respeito ao social á coisa pública. A televisão, com seu imenso poder de cooptação de cérebros, consegue transmitir para milhões de pessoas, conceitos e valores absurdos; os valores que deveriam ser exemplos de sociabilidade de preservação da boa convivência, são distorcidos e repassados como corretos, como perfeitamente válidos.
A Falta de civismo a falta de respeito á coisa pública o mau exemplo dos políticos e o descumprimento das leis se revelam nas depredações, nas pichações, nas destruições de equipamentos públicos que deveriam servir a sociedade como um todo.
Nesses acasos, as leis são totalmente ignoradas e os infratores, quando muito serão questionados ou advertidos, porém jamais punidos por seus atos, nem obrigados a indenizar aquilo que destruíram.
Dessa situação, temos o poder público de “mãos amarradas” por um calhamaço de leis que impedem as polícias e os órgãos de segurança de agirem com o rigor necessário, fazendo parar ou cessar, esses tipos de comportamentos perniciosos ou maléficos que prejudicam toda a sociedade.
Interessante também observar, que a grande maioria dessas pessoas “fora da casinha” já esteve em países mais civilizados, os de 1º mundo, ou já ouviu sobre eles, que là ....as leis são cumpridas; que lá.....dá cadeia; que lá....não pode, mas aqui...tudo pode! É o famoso “Não dá nada” ou a chamada Impunidade, que nos assola de Norte a Sul do país das “bananas” ou dos Bananas!
Como diria o Prates: Dá nojo
Autor: Faustino Luiz Biavati
